Na maioria das vezes a espontaneidade das pessoas é algo cativante. Final de ano, durante a tradicional produção de mensagens de ouvintes sobre o desejo pessoal para 2011, da Rede Bandeirantes de Rádio, uma das entrevistadas, entusiasmadíssima, escorrega na língua portuguesa e projeta ‘esmagrecer’. Sem sacanagem, achei o máximo o neologismo ‘esmagrecer’. Confesso que também adotei o inventado verbo ‘ponhar’, e o conjugo prazerosamente no presente do indicativo nas conversas informais com o pedreiro Cidão: “Eu ponhei o martelo em cima do muro”, foi um dos avisos.
Não condene quem enche a boca para conjugar incorretamente o verbo trazer no presente do indicativo. O sertanejo semianalfabeto diz ‘truci’ em vez de trouxe, e nem por isso há motivo para descriminá-lo ou ironizá-lo. Também não zombe dele quando criar o trissílabo ‘abroba’ no lugar do correto polissílabo abóbora.
Minha falecida mãe, que mal concluiu o primeiro ano do primário, insistia em pronunciar incorretamente o substantivo comum cachorra. Ela abusava da vogal aberta ‘o’, na sílaba átona ‘chor’, alterando a fonética. E quando maldosamente eu perguntava sobre o relacionamento com a vizinha japonesa, a resposta doía os tímpanos: “Eu ‘se’ dou bem com a japonesa”.
Não espezinhem aqueles que por alguma razão não puderam enfrentar sala de aula e arranham a língua pátria, sob pena de o ignorante em questão ser você. Com certeza esses semianalfabetos jamais dariam o péssimo exemplo de legislar em causa própria como fizeram parlamentares do Senado e Câmara Federal, que vergonhosamente aumentaram seus próprios salários adotando índice descomunal.
É isto aí.
sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
domingo, 19 de dezembro de 2010
O voo de 2010
É voz corrente que esse 2010 voou, como se calendário tivesse asa. Dizem que ontem foi janeiro, que o fevereiro do Carnaval passou bem ligeiro e quando acordamos estávamos presenteando nossas mães em maio. Depois vieram a perda da Copa do Mundo na África do Sul em junho e férias letivas de julho. O agosto do cachorro louco virou cisco num piscar de olhos e repentinamente dezembro chegou. Agora é esperar a ressaca do final de ano, finalizar a demagógica brincadeira de amigo secreto - por vezes com presente forçado ao inimigo ou chefe intolerável -, se desvencilhar do procedimento protocolar de feliz Natal e aguardar um outro janeiro que está aí batendo às portas.
O dezembro em curso é marcado pela data magna do Natal, festas, comilanças e corações solidários. Nós, ocidentais, reverenciamos o nascimento de Cristo, o prometido Messias, no dia 25, enquanto os orientais até zombam de nossa fé no cristianismo. A maioria dos asiáticos tem devoção por Buda e Alá. Lá prevalece os muçulmanos. Assim, o 25 de dezembro deles é ‘dia de branco’, de ralação de sol a sol. Lá, em apenas alguns países, o cristianismo só engatinha.
Seja como for, o que vale é a fé em um ser supremo, independente da classificação. Na China, por exemplo, além do calendário apontar dia útil de trabalho no dia 25 de dezembro, o trabalhador enfrenta carga horária semanal que supera 50 horas e ainda conta nos dedos a relação de feriados, que se restringem a 1º de janeiro, 5, 6 e 7 de fevereiro, 1º de maio e finaliza com os dias 1º e 2 de outubro.
O dezembro em curso é marcado pela data magna do Natal, festas, comilanças e corações solidários. Nós, ocidentais, reverenciamos o nascimento de Cristo, o prometido Messias, no dia 25, enquanto os orientais até zombam de nossa fé no cristianismo. A maioria dos asiáticos tem devoção por Buda e Alá. Lá prevalece os muçulmanos. Assim, o 25 de dezembro deles é ‘dia de branco’, de ralação de sol a sol. Lá, em apenas alguns países, o cristianismo só engatinha.
Seja como for, o que vale é a fé em um ser supremo, independente da classificação. Na China, por exemplo, além do calendário apontar dia útil de trabalho no dia 25 de dezembro, o trabalhador enfrenta carga horária semanal que supera 50 horas e ainda conta nos dedos a relação de feriados, que se restringem a 1º de janeiro, 5, 6 e 7 de fevereiro, 1º de maio e finaliza com os dias 1º e 2 de outubro.
sábado, 18 de dezembro de 2010
Aquela molecada do passado...
Dizem que bar também é cultura e desminta aí se puder. Em mesa de bar tudo acontece. Da mesma forma que você torce o nariz para as inconveniências de bêbados, se delicia com a bebida da sabedoria de pensadores e se saboreia com histórias do ‘arco da velha’.
De repente, entre um gole e outro de cerveja e outras ‘cositas' mais que queimam a goela, alguém sugere uma discussão sobre a atual geração de crianças e adolescentes comparada àquela vivida há mais de 40 anos. Primeiro a dissertação sobre estudos de psicologia indicando que as emoções de outrora não se diferenciavam das atuais, embora os costumes sejam diferentes.
Claro que o assunto rende comentários efervescentes da velha guarda, a maioria julgando que as gerações do passado viviam sucessivas emoções, que elas se caracterizavam com mais intensidade. Exemplos ilustrativos não faltam. Lembram que antigamente o moleque atingia o topo de uma árvore numa velocidade significativamente maior. Citam que a habilidade para se trançar os pés entre galhos era incomparável. Desenterram a obsoleta brincadeira de ‘soldado e ladrão’, quando o grupo dos ladrões desaparecia literalmente do posto central sem deixar pistas aos soldados até altas horas da noite. Recordam a astúcia para driblar antigos cobradores de bonde na cobrança de tarifa, assim como a capacidade para conviver com malandros sem absorver o mau exemplo de delinqüir.
Evidente que cada um dos saudosistas recapitulou experiências com brincadeiras de infância e adolescência. Naturalmente as principais lembranças canalizaram no prazer de se correr atrás de bola em campos de terra, por vezes esburacados. As peladas pareciam intermináveis nos finais de semana. Começavam no sábado à tarde e se prolongavam nas manhãs e tardes de domingo. E os ‘fominhas’ ainda cobravam uma vaguinha no cascudão.
Claro que nessa viagem ao passado foram recordados costumes, modos e comportamentos. Difícil explicitar quão delicioso foi reviver os tempos do modismo da calça ‘boca de sino’, sapato bico largo e salto médio, tamanco, mini blusa agarrada - que expunha a barriguinha do sujeito -, e camisa anarruga. A rigor, na época não faltavam espirituosos para definição de gírias que identificassem calça, camisa e sapato como beca, peita e bute, respectivamente. Também plagiava-se roqueiros com uso de cabelos soltos nos olhos, se lisos, ou volumosos, se crespos. E que adesão à vasta cabeleira black power! Garfos de madeira desembaraçavam os cabelos enroladinhos, na incontrolada busca do garoto pela notoriedade entre a mulherada, principalmente nos bailinhos em casa de família, embalados por samba e rock in rool. As músicas eram tocadas em aparelhos de som da inconfundível marca Sonata, em discos vinil, alguns deles avariados por agulhas que enroscavam e exigiam do sonoplasta um toque sutil na alça para fluxo da melodia.
Na época a cerveja estupidamente gelada não era a bebida preferida de consumo dos adolescentes. Rolava muita cuba livre, menta, leite de camelo e rabo de galo. Esses ingredientes ajudavam o jovem a vencer a timidez e injetavam coragem na tentativa de se convencer a estranha dama para a chamada ‘contra dança’. A hipótese de recusa era sempre a mais viável, e esse comportamento era definido como ‘tábua’. Claro que a ‘vítima’ era alvo de gozações dos colegas.
De repente, entre um gole e outro de cerveja e outras ‘cositas' mais que queimam a goela, alguém sugere uma discussão sobre a atual geração de crianças e adolescentes comparada àquela vivida há mais de 40 anos. Primeiro a dissertação sobre estudos de psicologia indicando que as emoções de outrora não se diferenciavam das atuais, embora os costumes sejam diferentes.
Claro que o assunto rende comentários efervescentes da velha guarda, a maioria julgando que as gerações do passado viviam sucessivas emoções, que elas se caracterizavam com mais intensidade. Exemplos ilustrativos não faltam. Lembram que antigamente o moleque atingia o topo de uma árvore numa velocidade significativamente maior. Citam que a habilidade para se trançar os pés entre galhos era incomparável. Desenterram a obsoleta brincadeira de ‘soldado e ladrão’, quando o grupo dos ladrões desaparecia literalmente do posto central sem deixar pistas aos soldados até altas horas da noite. Recordam a astúcia para driblar antigos cobradores de bonde na cobrança de tarifa, assim como a capacidade para conviver com malandros sem absorver o mau exemplo de delinqüir.
Evidente que cada um dos saudosistas recapitulou experiências com brincadeiras de infância e adolescência. Naturalmente as principais lembranças canalizaram no prazer de se correr atrás de bola em campos de terra, por vezes esburacados. As peladas pareciam intermináveis nos finais de semana. Começavam no sábado à tarde e se prolongavam nas manhãs e tardes de domingo. E os ‘fominhas’ ainda cobravam uma vaguinha no cascudão.
Claro que nessa viagem ao passado foram recordados costumes, modos e comportamentos. Difícil explicitar quão delicioso foi reviver os tempos do modismo da calça ‘boca de sino’, sapato bico largo e salto médio, tamanco, mini blusa agarrada - que expunha a barriguinha do sujeito -, e camisa anarruga. A rigor, na época não faltavam espirituosos para definição de gírias que identificassem calça, camisa e sapato como beca, peita e bute, respectivamente. Também plagiava-se roqueiros com uso de cabelos soltos nos olhos, se lisos, ou volumosos, se crespos. E que adesão à vasta cabeleira black power! Garfos de madeira desembaraçavam os cabelos enroladinhos, na incontrolada busca do garoto pela notoriedade entre a mulherada, principalmente nos bailinhos em casa de família, embalados por samba e rock in rool. As músicas eram tocadas em aparelhos de som da inconfundível marca Sonata, em discos vinil, alguns deles avariados por agulhas que enroscavam e exigiam do sonoplasta um toque sutil na alça para fluxo da melodia.
Na época a cerveja estupidamente gelada não era a bebida preferida de consumo dos adolescentes. Rolava muita cuba livre, menta, leite de camelo e rabo de galo. Esses ingredientes ajudavam o jovem a vencer a timidez e injetavam coragem na tentativa de se convencer a estranha dama para a chamada ‘contra dança’. A hipótese de recusa era sempre a mais viável, e esse comportamento era definido como ‘tábua’. Claro que a ‘vítima’ era alvo de gozações dos colegas.
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
DEFESA DO BRINCO DE OURO E MOISÉS LUCARELLI
ESCREVI ESSE ARTIGO NO BLOG DO PARCEIRO JOÃO CARLOS DE FREITAS NO DIA 19 DE MARÇO DE 2008, QUANDO O PAPO DE VENDAS DOS ESTÁDIOS BRINCO DE OURO E MOISÉS LUCARELLI ESTAVAM NO AUGE
Meu negócio, é falar (áudio) de boleiros do passado, e não escrever. De repente, a gente se sente na obrigação de interpretar posições daqueles que não têm vozes, e gostariam de alardear aos quatro cantos de Campinas para sepultarem de vez essa hipótese de relegar os estádios Brinco de Ouro e Moisés Lucarelli, de Guarani e Ponte Preta, respectivamente.
Ah se o mestre Sérgio José Salvucci fosse vivo! Como jornalista identificado com as coisas da Ponte Preta, com certeza contestaria com veemência a iniciativa de conselheiros da Ponte para se trocar o Majestoso por uma arena. O mesmo se aplica ao também jornalista falecido João Monteiro, que ao observar a maquete do estádio do Guarani, há mais de 50 anos, a rotulou de um brinco, e de ouro, logo sugerindo o nome de Brinco de Ouro, aceito unanimemente.
Se querem invocar a modernidade, ficamos com conceitos supostamente ultrapassados. Se querem argumentar que o Guarani está atolado em dívidas e que o jeito é se desfazer do velho Brinco de Ouro, contra-argumentamos com a proposta alternativa de se fazer uso de parte do complexo poliesportivo para abrigar um conjunto de lojas ou shopping, sem jamais se conjecturar a demolição daqueles lances de arquibancadas construídos com suor, e que é uma das relíquias do clube.
Igualmente se aplica à Ponte. Se optarem transformar parte das paredes laterais externas em portas de aço para divisória de lojas, shopping, bares, restaurantes, etc, a muito custo ainda dá para engolir, mas mexer na estrutura singular das arquibancadas jamais.
Não bastasse todo processo histórico, arquitetônico e laços sentimentais dos torcedores com os seus respectivos estádios, deve-se considerar que ambos estão localizados em área relativamente central, com entorno viário apropriado para fluxo de veículos. A proximidade de terminais urbanos de ônibus facilita o percurso dos torcedores, que na maioria das vezes se deslocam a pé até os campos, após desembarcarem no centro da cidade.
Não esqueçamos que futebol é um esporte popular e muita gente da periferia usa o transporte coletivo para se deslocar aos campos. Alguém pensou no transtorno para o torcedor mandos de jogos de seus clubes no Jardim Eulina e distrito de Barão Geraldo? Difícil projetar se a Emdec (Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas) remanejaria incontáveis itinerários de ônibus para atender a demanda de torcedores durante jogos em outros estádios. E mais: a estrutura viária no Jardim Eulina talvez não seja tão recomendável, considerando-se o estrangulamento de trânsito em alguns períodos na Rodovia Anhangüera, nas imediações do trevo da Bosch.
Se a modernidade é relegar o torcedor, é dificultar o acesso aos supostos novos estádios, fiquemos com a estrutura que está aí e com os costumes dos torcedores. Alguém perguntou ao pontepretano que invariavelmente “morde” o alambrado do Estádio Moisés Lucarelli, que se posiciona estrategicamente para xingar o bandeirinha, se ele topa “numa boa” trocar de ares?
Pra que arena multiuso? Eventos artísticos? Afinal, quando eventos de grande porte são agendados anualmente em
Meu negócio, é falar (áudio) de boleiros do passado, e não escrever. De repente, a gente se sente na obrigação de interpretar posições daqueles que não têm vozes, e gostariam de alardear aos quatro cantos de Campinas para sepultarem de vez essa hipótese de relegar os estádios Brinco de Ouro e Moisés Lucarelli, de Guarani e Ponte Preta, respectivamente.
Ah se o mestre Sérgio José Salvucci fosse vivo! Como jornalista identificado com as coisas da Ponte Preta, com certeza contestaria com veemência a iniciativa de conselheiros da Ponte para se trocar o Majestoso por uma arena. O mesmo se aplica ao também jornalista falecido João Monteiro, que ao observar a maquete do estádio do Guarani, há mais de 50 anos, a rotulou de um brinco, e de ouro, logo sugerindo o nome de Brinco de Ouro, aceito unanimemente.
Se querem invocar a modernidade, ficamos com conceitos supostamente ultrapassados. Se querem argumentar que o Guarani está atolado em dívidas e que o jeito é se desfazer do velho Brinco de Ouro, contra-argumentamos com a proposta alternativa de se fazer uso de parte do complexo poliesportivo para abrigar um conjunto de lojas ou shopping, sem jamais se conjecturar a demolição daqueles lances de arquibancadas construídos com suor, e que é uma das relíquias do clube.
Igualmente se aplica à Ponte. Se optarem transformar parte das paredes laterais externas em portas de aço para divisória de lojas, shopping, bares, restaurantes, etc, a muito custo ainda dá para engolir, mas mexer na estrutura singular das arquibancadas jamais.
Não bastasse todo processo histórico, arquitetônico e laços sentimentais dos torcedores com os seus respectivos estádios, deve-se considerar que ambos estão localizados em área relativamente central, com entorno viário apropriado para fluxo de veículos. A proximidade de terminais urbanos de ônibus facilita o percurso dos torcedores, que na maioria das vezes se deslocam a pé até os campos, após desembarcarem no centro da cidade.
Não esqueçamos que futebol é um esporte popular e muita gente da periferia usa o transporte coletivo para se deslocar aos campos. Alguém pensou no transtorno para o torcedor mandos de jogos de seus clubes no Jardim Eulina e distrito de Barão Geraldo? Difícil projetar se a Emdec (Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas) remanejaria incontáveis itinerários de ônibus para atender a demanda de torcedores durante jogos em outros estádios. E mais: a estrutura viária no Jardim Eulina talvez não seja tão recomendável, considerando-se o estrangulamento de trânsito em alguns períodos na Rodovia Anhangüera, nas imediações do trevo da Bosch.
Se a modernidade é relegar o torcedor, é dificultar o acesso aos supostos novos estádios, fiquemos com a estrutura que está aí e com os costumes dos torcedores. Alguém perguntou ao pontepretano que invariavelmente “morde” o alambrado do Estádio Moisés Lucarelli, que se posiciona estrategicamente para xingar o bandeirinha, se ele topa “numa boa” trocar de ares?
Pra que arena multiuso? Eventos artísticos? Afinal, quando eventos de grande porte são agendados anualmente em
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
Quem te viu, quem te vê
Se uma foto vale mais que mil palavras, o mesmo se aplica a uma charge publicada pelo jornal 'A Tribuna' de Amparo. Você concorda ou não?
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
Pelé e o seu gol mais preocupante
André Esmeriz, que herdou do avô Pereira Esmeriz a boa veia jornalística, intima-me a escrever um artigo sobre Pelé. Pede que eu descreva os 70 gols mais bonitos da carreira do aniversariante neste 23 de outubro. Retruco no mesmo e-mail que lembraria, se muito, uns 15 gols especialíssimos do ‘rei’. No mesmo arquivo - aquele que vai e volta sem cessar - André lamenta e reafirma que a descrição dos 70 gols seria a melhor pauta sobre esse senhor septuagenário.
Que tal, André, reformularmos a pauta? Que tal a gente lembrar do gol mais preocupante da carreira de Pelé?
- Preocupante? Como assim? - podem questionar. E quem supõe que o gol mais preocupante foi o milésimo, por causa da demora para acontecer, se equivocou. Pelé sabia que ora mais, ora menos ele sairia. Foi em 1969, no Estádio do Maracanã, contra o Vasco do goleiro Andrada, e numa cobrança de pênalti.
Presumo que o gol mais preocupante de Pelé foi no Estádio Brinco de Ouro no dia 3 de dezembro de 1967, no empate em 1 a 1 com o Guarani. Edu Jonas, ponteiro-esquerdo franzino e com 17 anos de idade na época, levou a bola ao fundo do campo do ataque santista e cruzou a meia altura, com força, para o interior da grande área. Acreditem: Pelé voou literalmente ao encontro da bola. Traçou trajetória paralela ao gramado, na horizontal, e acertou uma cabeçada fulminante, sem chances de defesa para o goleiro Dimas. Aí, ele - como dizia o narrador de televisão Valter Abraão - não conseguiu se desvencilhar da trave esquerda do gol bugrino e o choque foi inevitável.
Como Pelé ficou desacordado alguns minutos, informações sobre o seu estado de saúde eram desencontradas, suspeitando-se até que teria morrido. Adeptos do ‘chutômetro’ diziam que bateu a cabeça na trave. Outros amenizavam citando que o ombro havia sido atingido. Ufa! Foi um alívio quando conseguiram levantar o ‘camisa dez’ mais famoso do mundo. Embora ‘grogue’, estava de pé. Aquilo era um indício de que o pior já havia passado.
Pode-se dizer que Deus foi generoso com Pelé naquele acidente. Felizmente quem projetava gramados ainda não havia optado por traves com barras redondas de ferro. Naquele período usavam traves de madeira, cujo impacto num choque de atleta é relativamente menor, se comparado ao modelo de ferro.
O gol do Guarani naquele Paulistão foi marcado pelo meia Milton dos Santos, num frangaço do goleiro Gilmar. Foi um chute do ‘meio da rua’, como ainda dizem narradores de rádio.
Quando Milton dos Santos é citado, logo lembra-se do mais duro golpe que sofreu na vida e fora de campo. Décadas passadas, sua esposa foi covardemente assassinada durante assalto, defronte a um colégio na área central de Campinas. Depois disso não teve o mesmo estímulo para prosseguir na carreira de treinador.
Deus reservou a Pelé a dádiva para aplicar com sabedoria todos os fundamentos do futebol. Quando ficava na ‘cara’ do gol, o chute saía colocado, o suficiente para evitar o alcance do goleiro adversário. De média distância, colocava força e direção na bola. Embora destro, usava a perna esquerda com a mesma regularidade. Fazia gols de falta e exibia ao mundo a amaldiçoada paradinha nas cobranças de pênaltis.
O drible era precedido de uma boa gingada, e geralmente aplicado no pé ‘bobo’ do zagueiro. O passe tinha endereço certo, quer nas tabelinhas com os centroavantes, quer na bola alongada. O aproveitamento no jogo aéreo era acima da média. Qual atacante com estatura equivalente a 1,71m de altura o superava no quesito impulsão? Talvez nenhum. E Pelé cabeceava com os olhos abertos, tirando do goleiro. Foi assim na Copa do Mundo de 1970, no México, quando deixou o goleiro Albertosi, da Itália, sem ação, e abriu o placar da goleada brasileira por 4 a 1, no jogo do tricampeonato mundial.
Naquela Copa Pelé protagonizou lances inesquecíveis. Contra a extinta Tchecoslováquia, ao perceber o goleiro Ivo Viktor adiantado, arriscou um chute do meio do campo e a bola passou a centímetros da trave. Contra a Inglaterra, acertou uma perfeita cabeçada, mas o gol ficou engasgado. O goleiro Gordon Banks praticou uma das mais brilhantes defesas de todos os tempos do futebol mundial. Saltou no chão e rebateu.
Pelé honrou a coroa de jogador do século passado após a primeira Copa do Mundo, em 1958. Que garoto com 17 anos de idade tem a ousadia de ‘chapelar’ zagueiro adversário dentro da área antes de finalizar e marcar mais um gol brasileiro na finalíssima contra a Suécia?
Quando indagado sobre o gol mais bonito da carreira, Pelé cita aquele marcado contra o Juventus, na Rua Javari, no dia 2 de agosto de 1959, na vitória santista por 4 a 2. Ele aplicou chapéu em quatro adversários, o último deles sobre o goleiro, e só escorou a bola de cabeça com o gol vazio. Parafraseando o intérprete Jorge Bem Bor em letra da música que homenageou o ex-flamenguista Fio Maravilha, “só não entrou de bola e tudo porque teve humildade”.
Mais que descrever com palavras a magnitude desse rei, o recomendável é adquirir o DVD sobre a história dele. Se há um conceito no jornalismo de que uma foto vale por mil palavras, imaginem, então, um filme.
Se Pelé foi o ‘papa’ da bola, fora dos gramados prognosticou trapalhadas desnecessárias. Descumpriu a promessa de programar um jogo comemorativo aos seus 60 anos de idade, quando atuaria cerca de meio tempo. Quando trabalhou como comentarista da TV Globo, na década de 90, costumava alfinetava personagens famosos no futebol. Conclusão: quem fala o quer, ouve aquilo que não quer. E Romário respondeu críticas em tom agressivo: “O Pelé de boca fechada é um poeta. Quando ele abre a boca sai merda”.
Fora dos casamentos Pelé teve mais duas filhas: Flávia Kurtz e Sandra Regina Arantes do Nascimento Felinto. A rigor, a Justiça o obrigou a reconhecer a paternidade de Sandra em 1996, em processo que tramitou desde 1991. Sandra, vereadora em Santos, morreu no dia 18 de outubro de 2006, vítima de desdobramentos de um câncer de mama.
ariovaldo-izac@ig.com.br
Que tal, André, reformularmos a pauta? Que tal a gente lembrar do gol mais preocupante da carreira de Pelé?
- Preocupante? Como assim? - podem questionar. E quem supõe que o gol mais preocupante foi o milésimo, por causa da demora para acontecer, se equivocou. Pelé sabia que ora mais, ora menos ele sairia. Foi em 1969, no Estádio do Maracanã, contra o Vasco do goleiro Andrada, e numa cobrança de pênalti.
Presumo que o gol mais preocupante de Pelé foi no Estádio Brinco de Ouro no dia 3 de dezembro de 1967, no empate em 1 a 1 com o Guarani. Edu Jonas, ponteiro-esquerdo franzino e com 17 anos de idade na época, levou a bola ao fundo do campo do ataque santista e cruzou a meia altura, com força, para o interior da grande área. Acreditem: Pelé voou literalmente ao encontro da bola. Traçou trajetória paralela ao gramado, na horizontal, e acertou uma cabeçada fulminante, sem chances de defesa para o goleiro Dimas. Aí, ele - como dizia o narrador de televisão Valter Abraão - não conseguiu se desvencilhar da trave esquerda do gol bugrino e o choque foi inevitável.
Como Pelé ficou desacordado alguns minutos, informações sobre o seu estado de saúde eram desencontradas, suspeitando-se até que teria morrido. Adeptos do ‘chutômetro’ diziam que bateu a cabeça na trave. Outros amenizavam citando que o ombro havia sido atingido. Ufa! Foi um alívio quando conseguiram levantar o ‘camisa dez’ mais famoso do mundo. Embora ‘grogue’, estava de pé. Aquilo era um indício de que o pior já havia passado.
Pode-se dizer que Deus foi generoso com Pelé naquele acidente. Felizmente quem projetava gramados ainda não havia optado por traves com barras redondas de ferro. Naquele período usavam traves de madeira, cujo impacto num choque de atleta é relativamente menor, se comparado ao modelo de ferro.
O gol do Guarani naquele Paulistão foi marcado pelo meia Milton dos Santos, num frangaço do goleiro Gilmar. Foi um chute do ‘meio da rua’, como ainda dizem narradores de rádio.
Quando Milton dos Santos é citado, logo lembra-se do mais duro golpe que sofreu na vida e fora de campo. Décadas passadas, sua esposa foi covardemente assassinada durante assalto, defronte a um colégio na área central de Campinas. Depois disso não teve o mesmo estímulo para prosseguir na carreira de treinador.
Deus reservou a Pelé a dádiva para aplicar com sabedoria todos os fundamentos do futebol. Quando ficava na ‘cara’ do gol, o chute saía colocado, o suficiente para evitar o alcance do goleiro adversário. De média distância, colocava força e direção na bola. Embora destro, usava a perna esquerda com a mesma regularidade. Fazia gols de falta e exibia ao mundo a amaldiçoada paradinha nas cobranças de pênaltis.
O drible era precedido de uma boa gingada, e geralmente aplicado no pé ‘bobo’ do zagueiro. O passe tinha endereço certo, quer nas tabelinhas com os centroavantes, quer na bola alongada. O aproveitamento no jogo aéreo era acima da média. Qual atacante com estatura equivalente a 1,71m de altura o superava no quesito impulsão? Talvez nenhum. E Pelé cabeceava com os olhos abertos, tirando do goleiro. Foi assim na Copa do Mundo de 1970, no México, quando deixou o goleiro Albertosi, da Itália, sem ação, e abriu o placar da goleada brasileira por 4 a 1, no jogo do tricampeonato mundial.
Naquela Copa Pelé protagonizou lances inesquecíveis. Contra a extinta Tchecoslováquia, ao perceber o goleiro Ivo Viktor adiantado, arriscou um chute do meio do campo e a bola passou a centímetros da trave. Contra a Inglaterra, acertou uma perfeita cabeçada, mas o gol ficou engasgado. O goleiro Gordon Banks praticou uma das mais brilhantes defesas de todos os tempos do futebol mundial. Saltou no chão e rebateu.
Pelé honrou a coroa de jogador do século passado após a primeira Copa do Mundo, em 1958. Que garoto com 17 anos de idade tem a ousadia de ‘chapelar’ zagueiro adversário dentro da área antes de finalizar e marcar mais um gol brasileiro na finalíssima contra a Suécia?
Quando indagado sobre o gol mais bonito da carreira, Pelé cita aquele marcado contra o Juventus, na Rua Javari, no dia 2 de agosto de 1959, na vitória santista por 4 a 2. Ele aplicou chapéu em quatro adversários, o último deles sobre o goleiro, e só escorou a bola de cabeça com o gol vazio. Parafraseando o intérprete Jorge Bem Bor em letra da música que homenageou o ex-flamenguista Fio Maravilha, “só não entrou de bola e tudo porque teve humildade”.
Mais que descrever com palavras a magnitude desse rei, o recomendável é adquirir o DVD sobre a história dele. Se há um conceito no jornalismo de que uma foto vale por mil palavras, imaginem, então, um filme.
Se Pelé foi o ‘papa’ da bola, fora dos gramados prognosticou trapalhadas desnecessárias. Descumpriu a promessa de programar um jogo comemorativo aos seus 60 anos de idade, quando atuaria cerca de meio tempo. Quando trabalhou como comentarista da TV Globo, na década de 90, costumava alfinetava personagens famosos no futebol. Conclusão: quem fala o quer, ouve aquilo que não quer. E Romário respondeu críticas em tom agressivo: “O Pelé de boca fechada é um poeta. Quando ele abre a boca sai merda”.
Fora dos casamentos Pelé teve mais duas filhas: Flávia Kurtz e Sandra Regina Arantes do Nascimento Felinto. A rigor, a Justiça o obrigou a reconhecer a paternidade de Sandra em 1996, em processo que tramitou desde 1991. Sandra, vereadora em Santos, morreu no dia 18 de outubro de 2006, vítima de desdobramentos de um câncer de mama.
ariovaldo-izac@ig.com.br
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
Contradição de político
Você percebeu que um figurão da política de um relevante estado do Brasil cai numa terrível incoerência e nem por isso é questionado?
Em seus discursos de campanha eleitoral recorda o esforço do grupo aliado de partidários políticos para restauração das finanças do tido estado sucateado, mas por conveniências políticas havia declarado apoio a um candidato a cargo legislativo que esteve em sintonia com o grupo que endividou o citado estado.
Eis aí o samba do crioulo doido.
Em seus discursos de campanha eleitoral recorda o esforço do grupo aliado de partidários políticos para restauração das finanças do tido estado sucateado, mas por conveniências políticas havia declarado apoio a um candidato a cargo legislativo que esteve em sintonia com o grupo que endividou o citado estado.
Eis aí o samba do crioulo doido.
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
Sorriso duvidoso
Em setembro de 2004 escrevi um artigo de indiganação sobre o sorriso duvidoso os políticos em vésperas de eleição. Por se tratar de um tesxto atemporal, é oportuno que seja reproduzido neste espaço.
Sorriso duvidoso
Por que políticos têm mania de sorrir quando fotografados? Seriam assessores que recomendam imagem descontraída? Seria demonstração de simpatia? Seria forma para minimizar a feiúra ou será que estão rindo de nós, eleitores?
Seja qual for a alternativa correta, está claro que raramente você flagra uma foto de político idêntica à fisionomia em gabinetes executivos ou nos parlamentos. No exercício da função ou em showmícios, eles são sisudos e até carrancudos. E o mesmo se aplica a aspirantes a cargos políticos. Muitos deles aprenderam rapidamente que um sorriso, mesmo que forçado, pode garantir melhoria da imagem.
Esses quadros antagônicos há tempos estão incorporados à política e o eleitor de certo conferiu e contestou. Diferentemente, a maioria dos eleitores não tem motivos para ‘largos’ sorrisos. A despeito do crescimento econômico no País anunciado pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sociais e Econômicos) e Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) do Mistério do Trabalho, apesar do leve reaquecimento nos índices de emprego em quase todos os Estados da União, está claro que ainda vivemos tempos ‘bicudos’ e a insegurança é geral.
Com o censurável sorriso de candidatos a mandatos políticos, a partir de hoje me disponho ao espinhoso exercício de trilhar na contramão das propostas tradicionais dos candidatos e começo a confrontá-las, até porque admito a pecha de anticandidato.
Vamos discutir (soa sem arrogância a aplicação do verbo na terceira pessoa do plural) em edições posteriores que propostas políticas não se restringem a promessas de vagas em creches e escolas públicas. Vamos procurar mostrar que saúde não é só propor construção de novas unidades hospitalares, ampliação de horários de atendimentos, distribuição gratuita de remédios e contratação de novos profissionais especializados. É muito mais que isso, principalmente o trabalho de persuasão para prevenção de doenças.
É prática repetitiva cobrar vagas para todas as crianças em escolas municipais. Os problemas no ensino público - e também privado - transcendem o saber. É inadmissível o convívio de estudantes de boa formação com delinqüentes que espalham o terror em sala de aula. O joio tem de obrigatoriamente ser separado do trigo e não se pode fechar os olhos para esta triste realidade. A rigor, também vamos nos aprofundar nesta ‘ferida’.
Vamos questionar, ainda, planos de segurança ora expostos, que se limitam basicamente a integração de corporações policiais, aumento do contingente e reivindicação de mais viaturas. Custe o que custar, o investimento preventivo em segurança tem retorno garantido e é inadiável.
Hoje, portanto, nos restringimos ao questionável sorriso. Depois, conforme prometido, vamos alinhavar algumas propostas que podem ser implementadas por quem postula cargo majoritário nas eleições municipais. Vamos fazer ‘discursos’ à população carente, sem contudo esquecer dos abastados, até porque eles também pagam impostos. Política implica prioritariamente em ampliar a inclusão social, mas não se deve fechar os olhos para as demais classes sociais.
Sorriso duvidoso
Por que políticos têm mania de sorrir quando fotografados? Seriam assessores que recomendam imagem descontraída? Seria demonstração de simpatia? Seria forma para minimizar a feiúra ou será que estão rindo de nós, eleitores?
Seja qual for a alternativa correta, está claro que raramente você flagra uma foto de político idêntica à fisionomia em gabinetes executivos ou nos parlamentos. No exercício da função ou em showmícios, eles são sisudos e até carrancudos. E o mesmo se aplica a aspirantes a cargos políticos. Muitos deles aprenderam rapidamente que um sorriso, mesmo que forçado, pode garantir melhoria da imagem.
Esses quadros antagônicos há tempos estão incorporados à política e o eleitor de certo conferiu e contestou. Diferentemente, a maioria dos eleitores não tem motivos para ‘largos’ sorrisos. A despeito do crescimento econômico no País anunciado pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sociais e Econômicos) e Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) do Mistério do Trabalho, apesar do leve reaquecimento nos índices de emprego em quase todos os Estados da União, está claro que ainda vivemos tempos ‘bicudos’ e a insegurança é geral.
Com o censurável sorriso de candidatos a mandatos políticos, a partir de hoje me disponho ao espinhoso exercício de trilhar na contramão das propostas tradicionais dos candidatos e começo a confrontá-las, até porque admito a pecha de anticandidato.
Vamos discutir (soa sem arrogância a aplicação do verbo na terceira pessoa do plural) em edições posteriores que propostas políticas não se restringem a promessas de vagas em creches e escolas públicas. Vamos procurar mostrar que saúde não é só propor construção de novas unidades hospitalares, ampliação de horários de atendimentos, distribuição gratuita de remédios e contratação de novos profissionais especializados. É muito mais que isso, principalmente o trabalho de persuasão para prevenção de doenças.
É prática repetitiva cobrar vagas para todas as crianças em escolas municipais. Os problemas no ensino público - e também privado - transcendem o saber. É inadmissível o convívio de estudantes de boa formação com delinqüentes que espalham o terror em sala de aula. O joio tem de obrigatoriamente ser separado do trigo e não se pode fechar os olhos para esta triste realidade. A rigor, também vamos nos aprofundar nesta ‘ferida’.
Vamos questionar, ainda, planos de segurança ora expostos, que se limitam basicamente a integração de corporações policiais, aumento do contingente e reivindicação de mais viaturas. Custe o que custar, o investimento preventivo em segurança tem retorno garantido e é inadiável.
Hoje, portanto, nos restringimos ao questionável sorriso. Depois, conforme prometido, vamos alinhavar algumas propostas que podem ser implementadas por quem postula cargo majoritário nas eleições municipais. Vamos fazer ‘discursos’ à população carente, sem contudo esquecer dos abastados, até porque eles também pagam impostos. Política implica prioritariamente em ampliar a inclusão social, mas não se deve fechar os olhos para as demais classes sociais.
terça-feira, 24 de agosto de 2010
Trânsito, teste à paciência
Quando se vê dinheiro público jogado do ralo por ‘ene’ motivos, lamenta-se a falta de previsão orçamentária para execução de obras de melhoria do viário em áreas urbanas de Campinas.
É de conhecimento o projeto do governo do Estado de São Paulo para o prolongamento da Rodovia Magalhães, de forma que veículos que adentram o perímetro urbano de Campinas circulem em rodovias no entorno da cidade, evitando, assim, inevitáveis estrangulamentos nas avenidas de acesso.
Se hoje a Rodovia Magalhães Teixeira corta a região sul de Campinas entre as vias D. Pedro I e Anhanguera, o prolongamento até a Rodovia Bandeirantes serviria para desafogar o trânsito na Rodovia Santos Dumont.
Sem se ignorar o alto custo do empreendimento, que implica em desapropriações de propriedades rurais no itinerário, pondera-se, por outro lado, que a execução do projeto é de vital importância para melhorar o fluxo de veículos que trafegam pela via Santos Dumont sentido centro de Campinas.
Nos horários de pico observa-se congestionamentos monstros por ali, coisa de quatro a cinco quilômetros, que representam um inequívoco teste à paciência do motorista. Assim, enquanto não se viabiliza o escoamento de veículos através de um novo traçado, é imprescindível que a Secretaria de Transportes de Campinas adote medidas paliativas para minimizar o problema. E uma delas seria o asfaltamento de um atalho interligando a Rodovia Santos Dumont à antiga estrada intermunicipal Campinas-Indaiatuba.
No citado trajeto, quando o motorista chegar no trevo da Anhanguera, poderia acessá-la sentido Valinhos, com retorno na estreita ponte que indica entrada ao bairro Parque Jambeiro. Aí, bastaria percorrer algumas centenas de metros para ter opção de entrar no bairro Campos Sales, ‘linha’ de entrada para circulação na região sul de Campinas.
Evidente que toda esta conjectura seria complementada se o governo estadual tirar rapidamente do papel o projeto de construir vias marginais na Rodovia D. Pedro I, para que o já saturado trânsito no setor não seja ainda mais prejudicado.
Eis a questão. Então, mãos à obra!
É de conhecimento o projeto do governo do Estado de São Paulo para o prolongamento da Rodovia Magalhães, de forma que veículos que adentram o perímetro urbano de Campinas circulem em rodovias no entorno da cidade, evitando, assim, inevitáveis estrangulamentos nas avenidas de acesso.
Se hoje a Rodovia Magalhães Teixeira corta a região sul de Campinas entre as vias D. Pedro I e Anhanguera, o prolongamento até a Rodovia Bandeirantes serviria para desafogar o trânsito na Rodovia Santos Dumont.
Sem se ignorar o alto custo do empreendimento, que implica em desapropriações de propriedades rurais no itinerário, pondera-se, por outro lado, que a execução do projeto é de vital importância para melhorar o fluxo de veículos que trafegam pela via Santos Dumont sentido centro de Campinas.
Nos horários de pico observa-se congestionamentos monstros por ali, coisa de quatro a cinco quilômetros, que representam um inequívoco teste à paciência do motorista. Assim, enquanto não se viabiliza o escoamento de veículos através de um novo traçado, é imprescindível que a Secretaria de Transportes de Campinas adote medidas paliativas para minimizar o problema. E uma delas seria o asfaltamento de um atalho interligando a Rodovia Santos Dumont à antiga estrada intermunicipal Campinas-Indaiatuba.
No citado trajeto, quando o motorista chegar no trevo da Anhanguera, poderia acessá-la sentido Valinhos, com retorno na estreita ponte que indica entrada ao bairro Parque Jambeiro. Aí, bastaria percorrer algumas centenas de metros para ter opção de entrar no bairro Campos Sales, ‘linha’ de entrada para circulação na região sul de Campinas.
Evidente que toda esta conjectura seria complementada se o governo estadual tirar rapidamente do papel o projeto de construir vias marginais na Rodovia D. Pedro I, para que o já saturado trânsito no setor não seja ainda mais prejudicado.
Eis a questão. Então, mãos à obra!
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
Compromisso do presidenciável
Já que a cadeira do presidente Lula, esquentada há quase oito anos, será ocupada por outro líder político a partir de janeiro próximo, que tal questionarmos pra valer os candidatos à sucessão? A despeito dos indicadores econômicos e sociais apontarem estratégias políticas de acerto do atual governo, evidentemente que deve ser duramente questionado sobre tópicos que extrapolam as costumeiras respostas de setores ligados à educação, saúde, etc. É imprescindível que se discuta desperdício de dinheiro na administração pública em esfera federal. Afinal, torram-se recursos públicos sem dó e precisam dar um basta nisso.
Candidatos mais bem pontuados na corrida presidencial já não podem se esquivar de temas ligados à Previdência Social e seu rombo desmedido. O dinheirão despejado na média e grande mídia nacional em forma de propaganda é intolerável, e a população cobra posição de freio nesse absurdo. E a questão de segurança tem de ser tratada necessariamente como prioritária sobre todos os aspectos: preventivo, ostensivo e investimento maciço no setor de inteligência.
Se político é liso como quiabo, sejamos então incisivos às vésperas das eleições para cobrança de compromissos sérios. A petista Dilma Roussef e o tucano José Serra, favoritos na corrida presidencial, devem explicar com clareza se vão injetar desnecessariamente verbas exorbitantes de empresas estatais em propagandas na televisão e jornal. Até parece que a Petrobras carece de tanta propaganda.
A população está enojada da constatação de viagens presidenciais com uma infinidade de convidados. Logo, espera que ambos assumam compromisso público de dar um basta nessa mordomia. As chamadas verbas orçamentárias de parlamentares, destinadas aos respectivos currais eleitorais, são intoleráveis. É a adoção do receituário de São Francisco de Assis: “é dando que se recebe”. É o indisfarçável ‘dá lá e toma lá’ explicado pelo saudoso deputado federal Roberto Cardoso Alves, o Robertão, durante o governo do então presidente José Sarney, na década de 80.
Previdência Social é uma ferida que poucos se atrevem mexer, sob risco de se adiar a cicatrização. Só que agora a discussão do tema é inadiável. Os presidenciaiáveis já não podem sair pela tangente. Têm que dizer qual o projeto para minimizar o rombo do órgão, que passa necessariamente pela ampliação do período de contribuição do trabalhador da iniciativa privada. Se a lei, hoje, exige a soma de 35 anos de contribuição para aposentadoria plena, é natural se projetar ampliação para mais cinco anos. Se a canetada do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, em 1996, determinou idade mínima de 53 anos para aqueles que optarem pela aposentadoria proporcional de 30 anos de contribuição, de certo o novo presidente terá de exigir cota maior de sacrifício ao trabalhador para ajuste paliativo da Previdência Social. Então, o que fazer? Aumentar a idade mínima da aposentadoria proporcional para 60 anos? Menos que isso para homens?
Eis a questão que não pode ser ignorada. Claro que implica em decisões antipopulares, porém imprescindíveis, respeitando-se, é claro, escala de transição para aqueles que estão na iminência da aposentadoria. O silêncio dos candidatos, agora, terá reflexo de estelionato eleitoral depois se mexerem nas regras do jogo. E muito provavelmente o sucessor de Lula terá de modificar o sistema.
Por fim, quanto a questão de segurança, já passou da hora de governo federal e governos estaduais terminarem com a reprovável briguinha de gato e rato, quando transferem mutuamente responsabilidade pelo caos no segmento. É intrigante a posição de o governo federal transferir aos Estados a obrigação de zelar pela segurança do cidadão. Da mesma forma é inaceitável desculpa cotidiana dos governos estaduais de que as frágeis fiscalizações nas fronteiras com países sul-americanos implicam em entradas de armas e drogas em grande proporção, alimentando facções criminosas. A transferência de culpa à União tem lá suas razões, mas já não se pode apoiar apenas nessa justificativa.
O cidadão de bem exige cumprimento de seu direito de ir e vir sem os riscos incontroláveis de hoje. Já passou da hora de a vida humana continuar banalizada com mortes estúpidas. Vítimas de latrocínios não podem continuar apenas como estatística da criminalidade. A rigor, com os adventos de Copa do Mundo em 2016 e Jogos Olímpicos em 2016, a segurança se transforma em segmento prioritário, exigindo investimentos nunca vistos. E se o conjunto de regras implicar em mudança no Código Penal, que optem pela mudança.
Eleitor, chegou a sua vez. Conheça o seu candidato presidencial por inteiro. E que nossos interlocutores, os jornalistas, não desperdicem a oportunidade de interrogá-los duramente sobre aquilo que de fato queremos ouvir.
Candidatos mais bem pontuados na corrida presidencial já não podem se esquivar de temas ligados à Previdência Social e seu rombo desmedido. O dinheirão despejado na média e grande mídia nacional em forma de propaganda é intolerável, e a população cobra posição de freio nesse absurdo. E a questão de segurança tem de ser tratada necessariamente como prioritária sobre todos os aspectos: preventivo, ostensivo e investimento maciço no setor de inteligência.
Se político é liso como quiabo, sejamos então incisivos às vésperas das eleições para cobrança de compromissos sérios. A petista Dilma Roussef e o tucano José Serra, favoritos na corrida presidencial, devem explicar com clareza se vão injetar desnecessariamente verbas exorbitantes de empresas estatais em propagandas na televisão e jornal. Até parece que a Petrobras carece de tanta propaganda.
A população está enojada da constatação de viagens presidenciais com uma infinidade de convidados. Logo, espera que ambos assumam compromisso público de dar um basta nessa mordomia. As chamadas verbas orçamentárias de parlamentares, destinadas aos respectivos currais eleitorais, são intoleráveis. É a adoção do receituário de São Francisco de Assis: “é dando que se recebe”. É o indisfarçável ‘dá lá e toma lá’ explicado pelo saudoso deputado federal Roberto Cardoso Alves, o Robertão, durante o governo do então presidente José Sarney, na década de 80.
Previdência Social é uma ferida que poucos se atrevem mexer, sob risco de se adiar a cicatrização. Só que agora a discussão do tema é inadiável. Os presidenciaiáveis já não podem sair pela tangente. Têm que dizer qual o projeto para minimizar o rombo do órgão, que passa necessariamente pela ampliação do período de contribuição do trabalhador da iniciativa privada. Se a lei, hoje, exige a soma de 35 anos de contribuição para aposentadoria plena, é natural se projetar ampliação para mais cinco anos. Se a canetada do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, em 1996, determinou idade mínima de 53 anos para aqueles que optarem pela aposentadoria proporcional de 30 anos de contribuição, de certo o novo presidente terá de exigir cota maior de sacrifício ao trabalhador para ajuste paliativo da Previdência Social. Então, o que fazer? Aumentar a idade mínima da aposentadoria proporcional para 60 anos? Menos que isso para homens?
Eis a questão que não pode ser ignorada. Claro que implica em decisões antipopulares, porém imprescindíveis, respeitando-se, é claro, escala de transição para aqueles que estão na iminência da aposentadoria. O silêncio dos candidatos, agora, terá reflexo de estelionato eleitoral depois se mexerem nas regras do jogo. E muito provavelmente o sucessor de Lula terá de modificar o sistema.
Por fim, quanto a questão de segurança, já passou da hora de governo federal e governos estaduais terminarem com a reprovável briguinha de gato e rato, quando transferem mutuamente responsabilidade pelo caos no segmento. É intrigante a posição de o governo federal transferir aos Estados a obrigação de zelar pela segurança do cidadão. Da mesma forma é inaceitável desculpa cotidiana dos governos estaduais de que as frágeis fiscalizações nas fronteiras com países sul-americanos implicam em entradas de armas e drogas em grande proporção, alimentando facções criminosas. A transferência de culpa à União tem lá suas razões, mas já não se pode apoiar apenas nessa justificativa.
O cidadão de bem exige cumprimento de seu direito de ir e vir sem os riscos incontroláveis de hoje. Já passou da hora de a vida humana continuar banalizada com mortes estúpidas. Vítimas de latrocínios não podem continuar apenas como estatística da criminalidade. A rigor, com os adventos de Copa do Mundo em 2016 e Jogos Olímpicos em 2016, a segurança se transforma em segmento prioritário, exigindo investimentos nunca vistos. E se o conjunto de regras implicar em mudança no Código Penal, que optem pela mudança.
Eleitor, chegou a sua vez. Conheça o seu candidato presidencial por inteiro. E que nossos interlocutores, os jornalistas, não desperdicem a oportunidade de interrogá-los duramente sobre aquilo que de fato queremos ouvir.
sábado, 29 de maio de 2010
Companheiros de comunicação
Passou 'batido' o Dia das Comunicações, neste 5 de maio. Pois é, anos atrás, produzi um texto para homenager companheiros de jornalismo e radialismo da área esportiva do passado. Agora, revendo-o, achei recomendável republicá-lo neste espaço, em meu blog.
Brasa e os talentos da comunicação
Terça-Feira - 05/09/2006
Aquele abraço amigos do futebol! Assim se manifestava o jornalista Brasil de Oliveira cada vez que falava na Rádio Central. E neste 10 de setembro, Dia da Imprensa, registra-se também o 10º aniversário da morte do "velho Brasa", como gostava de ser identificado.
Brasa deixou como principal ensinamento aos jornalistas esportivos a correção da notícia e, sobretudo, a obcessão pela antecipação dos fatos, quer através do furo (notícia com exclusividade), quer por comentários projetando circunstâncias. "Não chuto cachorro morto", repetia sempre, para justificar que não valia-se de oportunismo para criticar dirigentes e atletas sobre erros. "É obrigação do comentarista esportivo conhecer pelo menos superficialmente o jogador contratado pelos clubes.
Caso desconheça, e por isso se esquiva de antecipar a opinião, não tem o direito de tripudiar posteriormente", justificava.
Por essas e outras que Brasil de Oliveira se diferenciava no meio, mas, se vivo fosse, de certo gostaria de ver talentosos companheiros também reconhecidos, como o mestre Sérgio José Salvucci, que morreu no dia 20 de abril de 1997 e deixou uma lacuna no rádio campineiro.
Salvucci tinha a dávida da oratória. Era capaz de, sozinho, "segurar" um programa esportivo de 30 minutos, embora na maioria das vezes dividia o comando do programa Radar dos Esportes, na Rádio Brasil de Campinas, com o radialista Renato Silva, o repórter "bico fino", que morreu no dia 11 de novembro de 1999.
Não bastasse o reconhecimento profissional como homem de comunicação, Renato era cantor da noite, e dos bons. Era, sobretudo, uma figura humana singular.
Claro que morreu um pouco do rádio esportivo campineiro com a partida desse trio inesquecível, mas felizmente profissionais talentosos continuam dando vida ao segmento, casos de José Arnaldo, Valdemir Gomes, Carlos Batista, Valdenê Amorim, João Carlos de Freitas, Alberto César, Roberto Diogo e Vagner Ferreira, entre outros.
Décadas passadas, o rádio teve profissionais do gabarito de Pereira Neto, Pereira Esmeriz, Alfredo Orlando, Wilson José, Jorge Ferreira dos Santos, Paulo Moraes, Renato Leal, Osvaldo Luís, Zaimam de Brito Franco, Sérgio Jorge, Antonio Carlos de Júlio, Edson de Souza, Mário Celso, Artur Eugênio, Sidnei Defendi, Oliveira Andrade, Romeu César e Luiz Ceará.
A rigor, Renato Silva premiava anualmente com troféus jornalistas, radialistas e personagens de destaque da vida pública e privada da cidade.
Nas últimas décadas, nas editorias de esportes, as redações de jornais contaram com profissionais da grandeza de Valter Abrucês, Jânio Henrique Valim, Eduardo Mattos, Marcelo do Canto, Élcio Paiola, José Francisco Pacola e Paulo César do Nascimento. E hoje, jornalistas como Carlo Carcani, Silvio Begatti e Laine Turatti ainda sugerem pautas criativas.
Observação: que baita editor de esportes foi Eduardo Mattos!Entre os entes queridos que se foram fica a lembrança dos narradores de futebol Washington Luís de Andrade, Clóvis Pereira, Dionísio Pivatto e Dirceu José Vicente. Igualmente a lembrança do polêmico comentarista Nadir Roberto, do repórter Domingos de Almeida Costa -o Bolinha-, e dos jornalistas Valter Belenzani e Atílio Maganini, ambos ligados ao esporte amador de Campinas.
O objetivo da coluna, às vésperas do Dia da Imprensa, foi resgatar brilhantes profissionais do passado e enaltecer aqueles que ainda continuam no "ofício". Eventualmente um ou outro profissional de destaque da "pena" ou do "microfone" pode não ter sido citado e a esse fica o antecipado pedido de desculpa.
Fora do esporte, reconhecimento a eterna editora Vilma de Barros Mattos, uma visão jornalística fantástica nos tempos do simpático "Jornal de Domingo", semanário já extinto.
Brasa e os talentos da comunicação
Terça-Feira - 05/09/2006
Aquele abraço amigos do futebol! Assim se manifestava o jornalista Brasil de Oliveira cada vez que falava na Rádio Central. E neste 10 de setembro, Dia da Imprensa, registra-se também o 10º aniversário da morte do "velho Brasa", como gostava de ser identificado.
Brasa deixou como principal ensinamento aos jornalistas esportivos a correção da notícia e, sobretudo, a obcessão pela antecipação dos fatos, quer através do furo (notícia com exclusividade), quer por comentários projetando circunstâncias. "Não chuto cachorro morto", repetia sempre, para justificar que não valia-se de oportunismo para criticar dirigentes e atletas sobre erros. "É obrigação do comentarista esportivo conhecer pelo menos superficialmente o jogador contratado pelos clubes.
Caso desconheça, e por isso se esquiva de antecipar a opinião, não tem o direito de tripudiar posteriormente", justificava.
Por essas e outras que Brasil de Oliveira se diferenciava no meio, mas, se vivo fosse, de certo gostaria de ver talentosos companheiros também reconhecidos, como o mestre Sérgio José Salvucci, que morreu no dia 20 de abril de 1997 e deixou uma lacuna no rádio campineiro.
Salvucci tinha a dávida da oratória. Era capaz de, sozinho, "segurar" um programa esportivo de 30 minutos, embora na maioria das vezes dividia o comando do programa Radar dos Esportes, na Rádio Brasil de Campinas, com o radialista Renato Silva, o repórter "bico fino", que morreu no dia 11 de novembro de 1999.
Não bastasse o reconhecimento profissional como homem de comunicação, Renato era cantor da noite, e dos bons. Era, sobretudo, uma figura humana singular.
Claro que morreu um pouco do rádio esportivo campineiro com a partida desse trio inesquecível, mas felizmente profissionais talentosos continuam dando vida ao segmento, casos de José Arnaldo, Valdemir Gomes, Carlos Batista, Valdenê Amorim, João Carlos de Freitas, Alberto César, Roberto Diogo e Vagner Ferreira, entre outros.
Décadas passadas, o rádio teve profissionais do gabarito de Pereira Neto, Pereira Esmeriz, Alfredo Orlando, Wilson José, Jorge Ferreira dos Santos, Paulo Moraes, Renato Leal, Osvaldo Luís, Zaimam de Brito Franco, Sérgio Jorge, Antonio Carlos de Júlio, Edson de Souza, Mário Celso, Artur Eugênio, Sidnei Defendi, Oliveira Andrade, Romeu César e Luiz Ceará.
A rigor, Renato Silva premiava anualmente com troféus jornalistas, radialistas e personagens de destaque da vida pública e privada da cidade.
Nas últimas décadas, nas editorias de esportes, as redações de jornais contaram com profissionais da grandeza de Valter Abrucês, Jânio Henrique Valim, Eduardo Mattos, Marcelo do Canto, Élcio Paiola, José Francisco Pacola e Paulo César do Nascimento. E hoje, jornalistas como Carlo Carcani, Silvio Begatti e Laine Turatti ainda sugerem pautas criativas.
Observação: que baita editor de esportes foi Eduardo Mattos!Entre os entes queridos que se foram fica a lembrança dos narradores de futebol Washington Luís de Andrade, Clóvis Pereira, Dionísio Pivatto e Dirceu José Vicente. Igualmente a lembrança do polêmico comentarista Nadir Roberto, do repórter Domingos de Almeida Costa -o Bolinha-, e dos jornalistas Valter Belenzani e Atílio Maganini, ambos ligados ao esporte amador de Campinas.
O objetivo da coluna, às vésperas do Dia da Imprensa, foi resgatar brilhantes profissionais do passado e enaltecer aqueles que ainda continuam no "ofício". Eventualmente um ou outro profissional de destaque da "pena" ou do "microfone" pode não ter sido citado e a esse fica o antecipado pedido de desculpa.
Fora do esporte, reconhecimento a eterna editora Vilma de Barros Mattos, uma visão jornalística fantástica nos tempos do simpático "Jornal de Domingo", semanário já extinto.
segunda-feira, 3 de maio de 2010
Zona Azul
Recebi e-mail do cunhado Joaquim Antonio da Silva, que na ocasião fez um repasse de outro e-mail recebido de Marly Denise Biondi endereçado aos motorizados que fazem uso de Zona Azul para estacionamento de seus veículos e transcrevo-o textualmente. Os contatos com a Marly são:(19) 3384-8100 e (19) 9752-0199
Repassando...espero que não precise, mas é bom saber..
Vejam a nova Jurisprudência do Tribunal de Justiça-SP
Agora as prefeituras pensarão duas vezes antes de licitar Zonas Azuis
TALONÁRIO DE ZONA AZUL
Revista Consultor Jurídico - O Estado de S. Paulo - Dever de Vigilância
Quem paga Zona Azul tem direito à segurança do carro 'Optando o Poder Público pela cobrança de remuneração de estacionamentos em vias públicas de uso comum do povo, tem o dever de vigiá-los, com responsabilidade pelos danos ali ocorridos'. Assim, a empresa que administra a Zona Azul de São Carlos, foi condenada a pagar indenização no valor de R$ 18,5 mil ao motorista Irineu Camargo de Souza de Itirapina/SP, que teve o carro furtado quando ocupava uma das vagas do sistema de Zona Azul da cidade de São Carlos, serviço explorado pela empresa.
A decisão é da 1ª Câmara de Direito Civil do Tribunal de Justiça de São Paulo confirmando sentença da comarca de Itirapina.
Agora já existe jurisprudência firmada!
Para se exercer a plena cidadania, é imprescindível a informação.
Fique ciente!!!!
INDEPENDENTEMENTE DO SEGURO PARTICULAR, AGORA PODEREMOS EXECUTAR AS PREFEITURAS!!!!
Esta vale a pena circular, mas tem gente que não tem interesse em tornar isso público. Esta informação é muito válida para nós contribuintes.
Vamos aproveitar e exercer o nosso direito de cidadania repassando este e-mail
Repassando...espero que não precise, mas é bom saber..
Vejam a nova Jurisprudência do Tribunal de Justiça-SP
Agora as prefeituras pensarão duas vezes antes de licitar Zonas Azuis
TALONÁRIO DE ZONA AZUL
Revista Consultor Jurídico - O Estado de S. Paulo - Dever de Vigilância
Quem paga Zona Azul tem direito à segurança do carro 'Optando o Poder Público pela cobrança de remuneração de estacionamentos em vias públicas de uso comum do povo, tem o dever de vigiá-los, com responsabilidade pelos danos ali ocorridos'. Assim, a empresa que administra a Zona Azul de São Carlos, foi condenada a pagar indenização no valor de R$ 18,5 mil ao motorista Irineu Camargo de Souza de Itirapina/SP, que teve o carro furtado quando ocupava uma das vagas do sistema de Zona Azul da cidade de São Carlos, serviço explorado pela empresa.
A decisão é da 1ª Câmara de Direito Civil do Tribunal de Justiça de São Paulo confirmando sentença da comarca de Itirapina.
Agora já existe jurisprudência firmada!
Para se exercer a plena cidadania, é imprescindível a informação.
Fique ciente!!!!
INDEPENDENTEMENTE DO SEGURO PARTICULAR, AGORA PODEREMOS EXECUTAR AS PREFEITURAS!!!!
Esta vale a pena circular, mas tem gente que não tem interesse em tornar isso público. Esta informação é muito válida para nós contribuintes.
Vamos aproveitar e exercer o nosso direito de cidadania repassando este e-mail
terça-feira, 20 de abril de 2010
Aplausos para Dorival Júnior
O empolgante time do Santos não permite que o desportista focado em beleza de futebol fique queimando fosfato para avaliar postura tática da equipe. Para ele, o que importa são as pedaladas desconcertantes de Neymar e Robinho, a facilidade que o time encontra para entrar na área adversária, toques de bola curtos e envolventes, e gols de rara beleza marcados na maioria das vezes por Neymar e André.
Na boca do povo é voz corrente que “a molecada do Santos está arrebentando”, De fato o Peixe voltou a montar uma geração de ouro e é, de longe, o melhor time do Brasil, e quiçá da América do Sul.
É preciso que se faça justiça também ao bom trabalho do treinador Dorival Júnior. Ele fez a diferença no segundo tempo da partida contra o São Paulo, no domingo passado. Simplesmente copiou a bem sucedida estratégia do técnico Dunga, da Seleção Brasileira, de posicionar dois jogadores como lateral-direito, um deles avançado e executando basicamente a função de um ponta-direita, caso de Daniel Alves, em companhia de Maicon, que também se manda ao ataque.
Foi exatamente isso que Wesley fez no segundo tempo contra o São Paulo, lembrando atuações de Daniel Alves pelo setor. E Wesley, coadjuvado pelos avanços de Pará, abusou de triangulações pelas beiradas do campo, chegou com facilidade ao fundo do campo ou com a bola dominada até o bico da grande área são-paulina. Assim, enquanto chamava a marcação de um adversário, havia desguarnecimento em outros setores de defesa do São Paulo, com aproveitamento melhor de Neymar e Robinho.
Dorival posicionou bem o time do Santos no segundo tempo daquela partida. Se no primeiro tempo trouxe Wesley por dentro para reforçar a marcação, depois o liberou para atacar.
Evidente que o técnico Ricardo Gomes contribuiu para que ala direita ofensiva do Santos encontrasse preciosos espaços. Ao tirar Cleber Santana, flagrou-se sobrecarga na marcação para Richarlyson, e o setor esquerdo da retaguarda do Tricolor ficou esburacado.
Pode-se dizer que o São Paulo, no segundo tempo do jogo contra o Santos, foi, na linguagem popular, um cobertor curto, aquele que cobre os pés e descobre a cabeça. Se ficou caracterizado arrojo ofensivo com a entrada de Washington - coisa do tudo ou nada - houve desguarnecimento no meio-de-campo e defesa. E o sábio Dorival Junior inteligentemente aproveitou a deficiência tática do adversário, dando enorme contribuição para que seu time tivesse maior volume de jogo.
Nem por isso Dorival Júnior saiu alardeando por aí a façanha tática. De certo se reservou no direito de comentá-la com os seus jogadores, obviamente. Fossem alguns treinadores medalhões que bem conhecemos, jamais desperdiçariam a oportunidade de fazer o seu marketing na mídia, e com isso valorizar também o seu trabalho. Dorival, humildemente, transfere as glórias para os seus jogadores. Por isso que goza de simpatia da boleirada.
Na boca do povo é voz corrente que “a molecada do Santos está arrebentando”, De fato o Peixe voltou a montar uma geração de ouro e é, de longe, o melhor time do Brasil, e quiçá da América do Sul.
É preciso que se faça justiça também ao bom trabalho do treinador Dorival Júnior. Ele fez a diferença no segundo tempo da partida contra o São Paulo, no domingo passado. Simplesmente copiou a bem sucedida estratégia do técnico Dunga, da Seleção Brasileira, de posicionar dois jogadores como lateral-direito, um deles avançado e executando basicamente a função de um ponta-direita, caso de Daniel Alves, em companhia de Maicon, que também se manda ao ataque.
Foi exatamente isso que Wesley fez no segundo tempo contra o São Paulo, lembrando atuações de Daniel Alves pelo setor. E Wesley, coadjuvado pelos avanços de Pará, abusou de triangulações pelas beiradas do campo, chegou com facilidade ao fundo do campo ou com a bola dominada até o bico da grande área são-paulina. Assim, enquanto chamava a marcação de um adversário, havia desguarnecimento em outros setores de defesa do São Paulo, com aproveitamento melhor de Neymar e Robinho.
Dorival posicionou bem o time do Santos no segundo tempo daquela partida. Se no primeiro tempo trouxe Wesley por dentro para reforçar a marcação, depois o liberou para atacar.
Evidente que o técnico Ricardo Gomes contribuiu para que ala direita ofensiva do Santos encontrasse preciosos espaços. Ao tirar Cleber Santana, flagrou-se sobrecarga na marcação para Richarlyson, e o setor esquerdo da retaguarda do Tricolor ficou esburacado.
Pode-se dizer que o São Paulo, no segundo tempo do jogo contra o Santos, foi, na linguagem popular, um cobertor curto, aquele que cobre os pés e descobre a cabeça. Se ficou caracterizado arrojo ofensivo com a entrada de Washington - coisa do tudo ou nada - houve desguarnecimento no meio-de-campo e defesa. E o sábio Dorival Junior inteligentemente aproveitou a deficiência tática do adversário, dando enorme contribuição para que seu time tivesse maior volume de jogo.
Nem por isso Dorival Júnior saiu alardeando por aí a façanha tática. De certo se reservou no direito de comentá-la com os seus jogadores, obviamente. Fossem alguns treinadores medalhões que bem conhecemos, jamais desperdiçariam a oportunidade de fazer o seu marketing na mídia, e com isso valorizar também o seu trabalho. Dorival, humildemente, transfere as glórias para os seus jogadores. Por isso que goza de simpatia da boleirada.
segunda-feira, 5 de abril de 2010
Chove ou faz sol?
Convenhamos que morder os lábios de raiva é o mínimo do comportamento humano quando se mira toda ira contra institutos de meteorologia pela ‘barca furada’ que nos colocaram neste feriado prolongado de sexta-feira santa. Você programou um baita passeio por conta de projeções que lhe passaram de temperatura em elevação e dias sem chuva. Na prática, a constatação foi de chuvarada e dias jogados no lixo.
Há muito já devíamos ter aprendido a lição de não confiar em tais previsões, sempre com margem exagerada de erro. Trouxa que somos, entramos pelo cano mais uma vez. Quiçá criamos juízo e começamos a tapar os ouvidos quando a mocinha do tempo falar na televisão. A rigor, veículos de comunicação deveriam rever conceitos editoriais de valorizar tais informações enquanto incertas. Por que não condicionam divulgação do tema quando a fonte fizer investimentos maciços em avançadas tecnologias, que permitam projetar com segurança as reais condições do tempo?
As previsões otimistas informadas antes do feriadão estimularam as pessoas a colocarem os veículos nas rodovias. E quem sonhou com bronzeamento na praia, água de coco gelada e banho de mar se deu mal. Viu o céu carrancudo e aquele chuvisco contínuo, desanimador. A opção de fugir do apartamento em busca de liberdade fracassou. A troca foi de um cubículo pelo outro.
Que frustração! Pior quando você começa a contabilizar o prejuízo que provocaram: aluguel do apartamento ou casa, refeições, abusivas tarifas em número excessivo de praças de pedágio, custo de combustível, óleo de motor e câmbio, manutenção prévia do veículo, etc. Acrescenta-se, também, a previsível infinidade de automóveis no trajeto, resultando em monstruosos congestionamentos. Haja paciência e sem recompensa!
Cabe a reafirmação de que veículos de comunicação são co-responsáveis pelas desencontradas informações de tais institutos e, por isso, deveriam se preocupar mais com a credibilidade da informação. Como é utopia esperar que releguem esses serviços, pelo menos que sejam precavidos e projetem todas as informações no condicional, alertando para tais imprevisibilidades. Por sinal, desconfie quando atribuem culpa ao acaso. Satélites de última geração projetam mapeamento praticamente infalíveis daquilo que vai acontecer de um dia para o outro, orientando populações de países do primeiro mundo como se proceder para minimizar efeitos de fenômenos naturais como furação, tufão, tempestade tropical e que tais.
Há um relato, há dez anos, da precisão de institutos de meteorologia do Canadá. O fato se deu na bucólica cidade de Quebec, quando um grupo de jornalistas brasileiros se surpreendeu com a guia turística recomendando uso de galochas em visita agendada a uma fazenda de cultivo de uva. Por que? Porque havia previsão de chuva fina e intermitente das 7h às 17h no dia seguinte.
Claro que a sacada galocha foi pejorativa. Aquela venezuelana, que sabia se virar bem com o seu portunhol, simplesmente alertava que os sapatos seriam tingidos de barro após pisoteio no lamaçal das plantações, e não houve contestação. Dito e feito. Exatamente às 7h10 começou o chuvisqueiro que só parou pouco antes das 16h30. Que previsão! Ou melhor: que relatório infalível! Será que os perfeccionistas diriam que houve um errinho de meia hora para o início do período de estiagem?
Perceberam a diferença de metodologia aplicada na mediação de tempo e temperatura em países de primeiro mundo? É que investem pesado em equipamentos sofisticados. Conceituam como política pública de prevenção avisos sobre qualquer fenômeno natural. Se não há como evitar a devastação que provoca, varrendo povoados, pelo menos cabe o alerta às pessoas para que deixem seus domicílios e salvem o que puder, enquanto houver tempo.
No Brasil, país emergente, conceituações do tipo “quem manda a chuva é Deus” e fenômenos naturais são imprevisíveis servem para manipular incautos. Não apostem eternamente nisso. O povo brasileiro, agora inserido quase na totalidade no mercado de consumo, está se educando e aprendendo, como consumidor, a cobrar seus direitos. Portanto, não estranhem se futuramente alguém procurar serviços de defesa do consumidor para requerer reparação de prejuízos provocados por desinformação sobre tempo e temperatura. Gozação? Piada? Pode ser que sim até o dia em que um juiz entender como procedente a reclamação. A partir daí cria-se uma jurisprudência. Então, como ficamos?
Para os céticos de plantão um lembretinho: chegou o dia em que um jogador de futebol, irritado com críticas ásperas recebidas, julgou-se injustiçado e procurou o caminho da Justiça para requerer indenização por suposto prejuízo financeiro na carreira. Aguardemos a sentença.
Há muito já devíamos ter aprendido a lição de não confiar em tais previsões, sempre com margem exagerada de erro. Trouxa que somos, entramos pelo cano mais uma vez. Quiçá criamos juízo e começamos a tapar os ouvidos quando a mocinha do tempo falar na televisão. A rigor, veículos de comunicação deveriam rever conceitos editoriais de valorizar tais informações enquanto incertas. Por que não condicionam divulgação do tema quando a fonte fizer investimentos maciços em avançadas tecnologias, que permitam projetar com segurança as reais condições do tempo?
As previsões otimistas informadas antes do feriadão estimularam as pessoas a colocarem os veículos nas rodovias. E quem sonhou com bronzeamento na praia, água de coco gelada e banho de mar se deu mal. Viu o céu carrancudo e aquele chuvisco contínuo, desanimador. A opção de fugir do apartamento em busca de liberdade fracassou. A troca foi de um cubículo pelo outro.
Que frustração! Pior quando você começa a contabilizar o prejuízo que provocaram: aluguel do apartamento ou casa, refeições, abusivas tarifas em número excessivo de praças de pedágio, custo de combustível, óleo de motor e câmbio, manutenção prévia do veículo, etc. Acrescenta-se, também, a previsível infinidade de automóveis no trajeto, resultando em monstruosos congestionamentos. Haja paciência e sem recompensa!
Cabe a reafirmação de que veículos de comunicação são co-responsáveis pelas desencontradas informações de tais institutos e, por isso, deveriam se preocupar mais com a credibilidade da informação. Como é utopia esperar que releguem esses serviços, pelo menos que sejam precavidos e projetem todas as informações no condicional, alertando para tais imprevisibilidades. Por sinal, desconfie quando atribuem culpa ao acaso. Satélites de última geração projetam mapeamento praticamente infalíveis daquilo que vai acontecer de um dia para o outro, orientando populações de países do primeiro mundo como se proceder para minimizar efeitos de fenômenos naturais como furação, tufão, tempestade tropical e que tais.
Há um relato, há dez anos, da precisão de institutos de meteorologia do Canadá. O fato se deu na bucólica cidade de Quebec, quando um grupo de jornalistas brasileiros se surpreendeu com a guia turística recomendando uso de galochas em visita agendada a uma fazenda de cultivo de uva. Por que? Porque havia previsão de chuva fina e intermitente das 7h às 17h no dia seguinte.
Claro que a sacada galocha foi pejorativa. Aquela venezuelana, que sabia se virar bem com o seu portunhol, simplesmente alertava que os sapatos seriam tingidos de barro após pisoteio no lamaçal das plantações, e não houve contestação. Dito e feito. Exatamente às 7h10 começou o chuvisqueiro que só parou pouco antes das 16h30. Que previsão! Ou melhor: que relatório infalível! Será que os perfeccionistas diriam que houve um errinho de meia hora para o início do período de estiagem?
Perceberam a diferença de metodologia aplicada na mediação de tempo e temperatura em países de primeiro mundo? É que investem pesado em equipamentos sofisticados. Conceituam como política pública de prevenção avisos sobre qualquer fenômeno natural. Se não há como evitar a devastação que provoca, varrendo povoados, pelo menos cabe o alerta às pessoas para que deixem seus domicílios e salvem o que puder, enquanto houver tempo.
No Brasil, país emergente, conceituações do tipo “quem manda a chuva é Deus” e fenômenos naturais são imprevisíveis servem para manipular incautos. Não apostem eternamente nisso. O povo brasileiro, agora inserido quase na totalidade no mercado de consumo, está se educando e aprendendo, como consumidor, a cobrar seus direitos. Portanto, não estranhem se futuramente alguém procurar serviços de defesa do consumidor para requerer reparação de prejuízos provocados por desinformação sobre tempo e temperatura. Gozação? Piada? Pode ser que sim até o dia em que um juiz entender como procedente a reclamação. A partir daí cria-se uma jurisprudência. Então, como ficamos?
Para os céticos de plantão um lembretinho: chegou o dia em que um jogador de futebol, irritado com críticas ásperas recebidas, julgou-se injustiçado e procurou o caminho da Justiça para requerer indenização por suposto prejuízo financeiro na carreira. Aguardemos a sentença.
Jubileu de diamante da LCF
Que festa bonita marcou os 75 anos da LCF (Liga Campineira de Futebol)! Merecido parabéns ao Dr. Wallance Nogueira Rocha, presidente da entidade, por proporcionar o reencontro da nata do futebol não profissional de Campinas na noite deste 26 de fevereiro, na comemoração do jubileu de diamante. E não bastasse esse prazeroso momento, surpresa maior foi o reencontro com o briguento e sobretudo corretíssimo Luiz Carvalho de Moura, 90 anos de idade, lúcido e falante como sempre.
Luizinho, presidente vitalício da Liga Campineira de Futebol, foi o ponto alto do jantar comemorativo do evento. “Roubou” a cena literalmente. Foi bombardeado de cumprimentos pela trajetória vitoriosa como dirigente do futebol amador de Campinas. E mesmo quando a liga foi jogada num porão no centenário prédio do Palácio dos Azulejos, na Rua Regente Feijó, lá estava Luizinho irradiando otimismo e, na linguagem popularesca, sem deixar a peteca cair.
Luizinho foi um ativo dirigente, sem jamais deixar de ser atleta. Até os 73 anos de idade vestia a camisa 3 da Fotoelétrica, equipe que levava o nome de sua loja na Rua Conceição, infelizmente engolida como tantas outras pelos conglomerados comerciais que invadiram a área central de Campinas.
As histórias de Fotoelétrica e Luizinho se confundem. Foi ali, naquele aconchegante estabelecimento comercial, que Luizinho recebia indistintamente os desportistas de Campinas para tradicionais resenhas do amadorismo, como também despachar processos relativos à Liga Campineira de Futebol.
Em meados dos anos 80 Luizinho já não tinha a mesma motivação para comandar o esporte amador campineiro e deixou a incumbência para Domingos Rímoli Neto, já falecido, que aplainou o terreno para a chegada do então garotão Marco Antonio Abi Chedid realizar gestão revolucionária no segmento, culminando com a construção do prédio da entidade.
Depois veio o doutor Wallance para dar continuidade ao projeto, justamente num período em que a Lei Pelé propiciou a aparição de novas ligas amadoras de futebol, segmentadas a diferentes faixas etárias.
Fora do centro das decisões há tempo, circunscrito ao seio familiar, eis que neste 26 de fevereiro Luizinho transbordou de felicidade no reencontro com antigos amigos. Aí extravasou, remoçou. Aquele jeitão falante, acompanhado de gestos, característico de outrora, foi repetido. Sem etiquetas, Luizinho monopolizou a conversa, mesmo com a boca cheia de casquinha de siri. Estava feliz. Parecia que a festa havia sido reservada exclusivamente para ele. E foi. Quão belo é receber uma homenagem em vida. Que gratificante são calorosos abraços de amigos semeados ao longo da trajetória de líder voluntários no amadorismo.
Certamente outros Luizinhos serão lembrados nas próximas décadas. Felizmente o futebol amador de Campinas ainda é foco de gente idealista e sonhadora, e por isso tem que ser eternamente grato a gente como João Antonio Fernandes - principal represente da arbitragem local - Denir do Juventude Padre Anchieta, Norimith Higa e José Mário Couto (Miranda) da Ponte Preta Jardim Eulina, os irmãos Zé Carlos e Eduardo do Grêmio Taquaral, Fernando, Irdival e Alcindo do Canto da Vila; Antonio Carlos e Ademir Bola do Bela Vista; Ribeirão do União do Jardim Aeroporto, José Ribeiro presidente da Asclufam (Associação dos Clubes de Futebol Amador de Campinas), Roberto da Liga Ouro Verde, Teobaldo da Liga de Barão Geraldo, Moacir Conagero do Parque Brasília, Sérgio Acácio do Concórdia, Vicente do São Cristóvão e outras dezenas de dirigentes. Mencionar todos seria impossível.
Enfim, a administração do prefeito Dr. Hélio de Oliveira Santos abriu os olhos para o esporte amador da cidade e Gustavo Petta, secretário que se desincompatibilizou da pasta Esporte e Lazer no final de março, deixou uma agenda recheada de eventos para o segmento na temporada.
Oxalá os clubes sejam, de fato, contemplados com políticas públicas. Oxalá amplie-se o processo de monitoramento para que transformem o alicerce em casa segura. Se hoje a prefeitura oferece migalhas de pão – e antes nem isso oferecia – aos clubes, que futuramente indique os caminhos de como obtê-lo.
Esforço conjugado da máquina pública – com homens e materiais – e transpiração de dirigentes de clubes é o ingrediente necessário visando o processo de solidez, para pequenas agremiações se transformarem em respeitáveis comunidades.
Luizinho, presidente vitalício da Liga Campineira de Futebol, foi o ponto alto do jantar comemorativo do evento. “Roubou” a cena literalmente. Foi bombardeado de cumprimentos pela trajetória vitoriosa como dirigente do futebol amador de Campinas. E mesmo quando a liga foi jogada num porão no centenário prédio do Palácio dos Azulejos, na Rua Regente Feijó, lá estava Luizinho irradiando otimismo e, na linguagem popularesca, sem deixar a peteca cair.
Luizinho foi um ativo dirigente, sem jamais deixar de ser atleta. Até os 73 anos de idade vestia a camisa 3 da Fotoelétrica, equipe que levava o nome de sua loja na Rua Conceição, infelizmente engolida como tantas outras pelos conglomerados comerciais que invadiram a área central de Campinas.
As histórias de Fotoelétrica e Luizinho se confundem. Foi ali, naquele aconchegante estabelecimento comercial, que Luizinho recebia indistintamente os desportistas de Campinas para tradicionais resenhas do amadorismo, como também despachar processos relativos à Liga Campineira de Futebol.
Em meados dos anos 80 Luizinho já não tinha a mesma motivação para comandar o esporte amador campineiro e deixou a incumbência para Domingos Rímoli Neto, já falecido, que aplainou o terreno para a chegada do então garotão Marco Antonio Abi Chedid realizar gestão revolucionária no segmento, culminando com a construção do prédio da entidade.
Depois veio o doutor Wallance para dar continuidade ao projeto, justamente num período em que a Lei Pelé propiciou a aparição de novas ligas amadoras de futebol, segmentadas a diferentes faixas etárias.
Fora do centro das decisões há tempo, circunscrito ao seio familiar, eis que neste 26 de fevereiro Luizinho transbordou de felicidade no reencontro com antigos amigos. Aí extravasou, remoçou. Aquele jeitão falante, acompanhado de gestos, característico de outrora, foi repetido. Sem etiquetas, Luizinho monopolizou a conversa, mesmo com a boca cheia de casquinha de siri. Estava feliz. Parecia que a festa havia sido reservada exclusivamente para ele. E foi. Quão belo é receber uma homenagem em vida. Que gratificante são calorosos abraços de amigos semeados ao longo da trajetória de líder voluntários no amadorismo.
Certamente outros Luizinhos serão lembrados nas próximas décadas. Felizmente o futebol amador de Campinas ainda é foco de gente idealista e sonhadora, e por isso tem que ser eternamente grato a gente como João Antonio Fernandes - principal represente da arbitragem local - Denir do Juventude Padre Anchieta, Norimith Higa e José Mário Couto (Miranda) da Ponte Preta Jardim Eulina, os irmãos Zé Carlos e Eduardo do Grêmio Taquaral, Fernando, Irdival e Alcindo do Canto da Vila; Antonio Carlos e Ademir Bola do Bela Vista; Ribeirão do União do Jardim Aeroporto, José Ribeiro presidente da Asclufam (Associação dos Clubes de Futebol Amador de Campinas), Roberto da Liga Ouro Verde, Teobaldo da Liga de Barão Geraldo, Moacir Conagero do Parque Brasília, Sérgio Acácio do Concórdia, Vicente do São Cristóvão e outras dezenas de dirigentes. Mencionar todos seria impossível.
Enfim, a administração do prefeito Dr. Hélio de Oliveira Santos abriu os olhos para o esporte amador da cidade e Gustavo Petta, secretário que se desincompatibilizou da pasta Esporte e Lazer no final de março, deixou uma agenda recheada de eventos para o segmento na temporada.
Oxalá os clubes sejam, de fato, contemplados com políticas públicas. Oxalá amplie-se o processo de monitoramento para que transformem o alicerce em casa segura. Se hoje a prefeitura oferece migalhas de pão – e antes nem isso oferecia – aos clubes, que futuramente indique os caminhos de como obtê-lo.
Esforço conjugado da máquina pública – com homens e materiais – e transpiração de dirigentes de clubes é o ingrediente necessário visando o processo de solidez, para pequenas agremiações se transformarem em respeitáveis comunidades.
sexta-feira, 19 de março de 2010
Chicletes de porcalhões
Há “centos” anos os porcalhões de plantão mascam chiclete exageradamente. Mesmo depois de sugar o sabor de fruta e do açúcar, o sujeito insiste com aquela goma de mascar na boca, com o incansável e detestável movimento de vaivém do maxilar. Pior: masca fazendo barulho, pouco se importando com o incômodo provocado àqueles situados ao redor. E tem aqueles chatérrimos que, de vez em quando, de forma provocativa, fazem aquelas bolhas infláveis entre os lábios e assopram insistentemente até explodirem. Aí, divertem-se com o barulho.
Não bastasse esse cenário deprimente, tem porcalhões multiplicado por dois. São aqueles que abusam de todos os inconvenientes citados e, por fim, ainda cospem o judiado chiclete em mictórios públicos.
Portanto, afora o dissabor pelo mau cheiro inerente ao local, da constatação de gente apressada que briga por espaço para “desaguar” a urina, de exibicionistas que deixam à mostra pênis avantajado, você ainda se enoja com o tal chiclete lançado indevidamente no mictório.
Que gente porca! Será que esse insensato teria coragem de por a mão em resíduo de urina dos outros para recolher o chiclete ali jogado? Tá certo que o faxineiro(a) usa luvas para se resguardar do contato direto da mão no interior do mictório. Nem por isso merecia tamanha provocação. Concorda?
Não bastasse esse cenário deprimente, tem porcalhões multiplicado por dois. São aqueles que abusam de todos os inconvenientes citados e, por fim, ainda cospem o judiado chiclete em mictórios públicos.
Portanto, afora o dissabor pelo mau cheiro inerente ao local, da constatação de gente apressada que briga por espaço para “desaguar” a urina, de exibicionistas que deixam à mostra pênis avantajado, você ainda se enoja com o tal chiclete lançado indevidamente no mictório.
Que gente porca! Será que esse insensato teria coragem de por a mão em resíduo de urina dos outros para recolher o chiclete ali jogado? Tá certo que o faxineiro(a) usa luvas para se resguardar do contato direto da mão no interior do mictório. Nem por isso merecia tamanha provocação. Concorda?
Linfurc prioriza campeonatos mais velhos
A Linfurc (Liga Independente de Futebol da Região de Campinas) surgiu com o propósito de segmentar faixas etárias de atletas (entre aspas) das categorias que convencionamos chamar de mais velhas.
Na época havia uma denominação categoria veteranos com abrangência para qualquer atleta acima de 30 anos. Havia, é claro, um despropósito de se colocar no mesmo balaio atletas de 30 e 50 anos, o que caracterizava a desproporcionalidade, visto que um atleta de 50 jamais terá condições de acompanhar o ritmo mais forte do atleta de 30.
O surgimento da entidade deu-se no dia 29 de maio de 1999 – portanto lá se vão quase 11 anos – e os primeiros campeonatos observaram as categorias veteranos – pessoas com ou acima de 33 anos – o máster – atletas com ou acima de 40 anos – e o supermaster, com ou acima de 45 anos.
Os campeonatos foram fluindo, os anos foram se passando e, com o envelhecimento natural da rapaziada – entre aspas – observamos a necessidade de se ampliar o universo de categorias. Assim, criamos a categoria hipermaster (acima dos 50 anos), que passou a ser a categoria predominante, tanto que estamos realizando um campeonato regionalizado – abrangência da região de Campinas - com 20 clubes – pressupondo-se aí a concentração de mais de 400 atletas inscritos, porque cada clube, conforme o regulamento, pode inscrever 25 atletas.
Por fim, neste ano criamos a categoria sessentão, que agrupa atletas com ou mais de 60 anos de idade. E conseguimos – novamente em âmbito regional – organizar uma competição com seis clubes, totalizando mais de 100 atletas nesta faixa.
Acreditamos ser esta uma iniciativa pioneira, em termos de entidades promotoras de eventos esportivos, e, pelo andar a carruagem, podemos projetar que esta é uma categoria que fará parte do calendário oficial da Linfurc.
Na época havia uma denominação categoria veteranos com abrangência para qualquer atleta acima de 30 anos. Havia, é claro, um despropósito de se colocar no mesmo balaio atletas de 30 e 50 anos, o que caracterizava a desproporcionalidade, visto que um atleta de 50 jamais terá condições de acompanhar o ritmo mais forte do atleta de 30.
O surgimento da entidade deu-se no dia 29 de maio de 1999 – portanto lá se vão quase 11 anos – e os primeiros campeonatos observaram as categorias veteranos – pessoas com ou acima de 33 anos – o máster – atletas com ou acima de 40 anos – e o supermaster, com ou acima de 45 anos.
Os campeonatos foram fluindo, os anos foram se passando e, com o envelhecimento natural da rapaziada – entre aspas – observamos a necessidade de se ampliar o universo de categorias. Assim, criamos a categoria hipermaster (acima dos 50 anos), que passou a ser a categoria predominante, tanto que estamos realizando um campeonato regionalizado – abrangência da região de Campinas - com 20 clubes – pressupondo-se aí a concentração de mais de 400 atletas inscritos, porque cada clube, conforme o regulamento, pode inscrever 25 atletas.
Por fim, neste ano criamos a categoria sessentão, que agrupa atletas com ou mais de 60 anos de idade. E conseguimos – novamente em âmbito regional – organizar uma competição com seis clubes, totalizando mais de 100 atletas nesta faixa.
Acreditamos ser esta uma iniciativa pioneira, em termos de entidades promotoras de eventos esportivos, e, pelo andar a carruagem, podemos projetar que esta é uma categoria que fará parte do calendário oficial da Linfurc.
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
Aviso das seguradoras
Leiam atentamente o texto abaixo:
(texto enviado pelo amigo Nakano)
Todas às vezes que os senhores se envolverem em acidente de trânsito, cujo terceiro seja um motoqueiro, façam um BO (boletim de ocorrência)independentemente de serem culpados ou não.
Têm ocorrido fatos em que o motoqueiro é o culpado e tenta fazer um acordo no local. Diz que está bem, e não quer socorro médico.
Só que, depois, ele vai a um distrito policial,registra um BO e alega que o veículo fugiu do local sem prestar socorro, cobrando, na justiça, dias parados, conserto da moto e etc...
Na maioria dos casos, as testemunhas do motoqueiro são outros motoqueiros.
Isso é um fato, pois está ocorrendo com muita freqüência. Portanto, não caia na conversa do motoqueiro que diz não ter acontecido nada.
Em um dos casos recentes a pessoa envolvida foi até a delegacia registrar BO, e eis que, quando chega à delegacia, lá estavam os tais amigos do motoqueiro tentando registrar BO de ausência de socorro.
É sugerido, além disso, o seguinte em caso de acidente com motos: registrar, fotografar (agora com celular é fácil até fazer um filminho), pegar nome de testemunhas....
Leiam o relato abaixo de um sinistro com um de nossos segurados:
No mês de abril de 2009, o carro do meu filho foi abalroado na TRASEIRA, num farol fechado, por uma motoqueira com outra na garupa. A moto caiu e a garupa ficou com a perna embaixo da moto.
Meu filho filmou a placa da moto e obteve telefone com a garupa. Telefone inexistente.
Um funcionário da CET, que estava próximo, acionou o resgate e a motoqueira mandou cancelar.
Como ela não quis ser socorrida, o marronzinho pediu para que saíssem do local, sem antes orientar meu filho de que seria interessante registrar um BO. Foi o que fizemos na mesma tarde.
Um mês depois, recebi telefonema "em casa" da dita cuja, querendo fazer um acordo, dizendo que o conserto da moto estava por volta de R$800 e que a garupa machucou muito a perna, estando 20 dias sem poder trabalhar.
Por ela não ter aceito o atendimento do resgate, disse que não teria acordo nenhum.
Mais um mês se passou (junho)e recebi uma intimação policial na minha casa, para me apresentar no distrito das Perdizes, para prestar depoimento por "OMISSÃO DE SOCORRO".
Chegando lá, soubemos que havia sido registrado um BO e elas tinham passado quatro dias depois no IML (Instituto Médico Legal) para fazer exame de corpo de delito.
Fizemos os depoimentos: meu filho como condutor e eu como proprietário do veículo. O carro passou por perícia policial e o caso está com minha advogada para provar que não houve omissão de socorro. Felizmente o nosso BO foi feito antes do delas e tínhamos o nome do policial que atendeu a ocorrência, bem como sabíamos a hora exata que o chamado do resgate foi cancelado. Mesmo assim, a dor de cabeça e trabalheira estão sendo grandes.
ISTO É MUITO IMPORTANTE !!!
QUEM NÃO FOR MOTORISTA, REPASSE AOS AMIGOS.
"O êxito da vida não se mede pelo caminho que você conquistou, mas sim pelas dificuldades que superou no caminho"
(Abraham Lincoln)
EDER LINCOLN
(texto enviado pelo amigo Nakano)
Todas às vezes que os senhores se envolverem em acidente de trânsito, cujo terceiro seja um motoqueiro, façam um BO (boletim de ocorrência)independentemente de serem culpados ou não.
Têm ocorrido fatos em que o motoqueiro é o culpado e tenta fazer um acordo no local. Diz que está bem, e não quer socorro médico.
Só que, depois, ele vai a um distrito policial,registra um BO e alega que o veículo fugiu do local sem prestar socorro, cobrando, na justiça, dias parados, conserto da moto e etc...
Na maioria dos casos, as testemunhas do motoqueiro são outros motoqueiros.
Isso é um fato, pois está ocorrendo com muita freqüência. Portanto, não caia na conversa do motoqueiro que diz não ter acontecido nada.
Em um dos casos recentes a pessoa envolvida foi até a delegacia registrar BO, e eis que, quando chega à delegacia, lá estavam os tais amigos do motoqueiro tentando registrar BO de ausência de socorro.
É sugerido, além disso, o seguinte em caso de acidente com motos: registrar, fotografar (agora com celular é fácil até fazer um filminho), pegar nome de testemunhas....
Leiam o relato abaixo de um sinistro com um de nossos segurados:
No mês de abril de 2009, o carro do meu filho foi abalroado na TRASEIRA, num farol fechado, por uma motoqueira com outra na garupa. A moto caiu e a garupa ficou com a perna embaixo da moto.
Meu filho filmou a placa da moto e obteve telefone com a garupa. Telefone inexistente.
Um funcionário da CET, que estava próximo, acionou o resgate e a motoqueira mandou cancelar.
Como ela não quis ser socorrida, o marronzinho pediu para que saíssem do local, sem antes orientar meu filho de que seria interessante registrar um BO. Foi o que fizemos na mesma tarde.
Um mês depois, recebi telefonema "em casa" da dita cuja, querendo fazer um acordo, dizendo que o conserto da moto estava por volta de R$800 e que a garupa machucou muito a perna, estando 20 dias sem poder trabalhar.
Por ela não ter aceito o atendimento do resgate, disse que não teria acordo nenhum.
Mais um mês se passou (junho)e recebi uma intimação policial na minha casa, para me apresentar no distrito das Perdizes, para prestar depoimento por "OMISSÃO DE SOCORRO".
Chegando lá, soubemos que havia sido registrado um BO e elas tinham passado quatro dias depois no IML (Instituto Médico Legal) para fazer exame de corpo de delito.
Fizemos os depoimentos: meu filho como condutor e eu como proprietário do veículo. O carro passou por perícia policial e o caso está com minha advogada para provar que não houve omissão de socorro. Felizmente o nosso BO foi feito antes do delas e tínhamos o nome do policial que atendeu a ocorrência, bem como sabíamos a hora exata que o chamado do resgate foi cancelado. Mesmo assim, a dor de cabeça e trabalheira estão sendo grandes.
ISTO É MUITO IMPORTANTE !!!
QUEM NÃO FOR MOTORISTA, REPASSE AOS AMIGOS.
"O êxito da vida não se mede pelo caminho que você conquistou, mas sim pelas dificuldades que superou no caminho"
(Abraham Lincoln)
EDER LINCOLN
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
Galera
Bons tempos em que a expressão “galera” servia exclusivamente para identificar torcedores de futebol em estádios. De certo, a bela expressão foi criada por frasistas de plantão do Rio de Janeiro, espirituosos por causa da forte influência do berço de sacadas imortalizadas.
Infelizmente, de uns tempos a esta parte, enfiaram-nos, goela abaixo, o termo galera como sinônimo de um grupo de pessoas em qualquer situação, mesmo que reduzido. Bastam três ou mais camaradas se reunirem para que os identifiquem como galera.
“Valeu galera”, eles dizem. Valeu nada. Ficamos com a real configuração de galera, que deveria se restringir a torcedores de futebol nos estádios.
Infelizmente, de uns tempos a esta parte, enfiaram-nos, goela abaixo, o termo galera como sinônimo de um grupo de pessoas em qualquer situação, mesmo que reduzido. Bastam três ou mais camaradas se reunirem para que os identifiquem como galera.
“Valeu galera”, eles dizem. Valeu nada. Ficamos com a real configuração de galera, que deveria se restringir a torcedores de futebol nos estádios.
Abraço suspeito
Que babaquice é aquele abraço aparentemente afetuoso e prolongado de artista em apresentador de televisão e vice-versa. Até parece que são íntimos, não se encontram há anos, e fazem questão de matar saudade.
Ainda bem que pelo menos uma minoria de apresentadores foge do disfarce, e entre eles está o original Fausto Silva, o Faustão, da TV Globo. Jornalista da velha guarda - e dos bons -, aprendeu ainda jovem a se esquivar do abraço suspeito, conforme um consagrado dito popular: “Quem me ver abraçado com homem, pode apartar que é briga”.
A propósito, já que o foco é artista de TV, causa surpresa a interpretação bem aquém do esperado da talentosa atriz Thaís Araújo, no papel de Helena, na novela “Viver a Vida”. No capítulo deste dia 18 de fevereiro, a protagonista eleva o tom de voz no diálogo com a pequena Rafaela, filha da personagem Dora, sem que a sua expressão facial fosse de alguém irado.
Digamos que seria até compreensível interpretações sem o devido brilho da nova leva de atrizes globais desprovidas de talento para o exercícios da profissão. Convenhamos: de Thaís Araújo, exatamente porque sabe trabalhar como poucas, temos o direito de cobrar bem mais.
Ainda bem que pelo menos uma minoria de apresentadores foge do disfarce, e entre eles está o original Fausto Silva, o Faustão, da TV Globo. Jornalista da velha guarda - e dos bons -, aprendeu ainda jovem a se esquivar do abraço suspeito, conforme um consagrado dito popular: “Quem me ver abraçado com homem, pode apartar que é briga”.
A propósito, já que o foco é artista de TV, causa surpresa a interpretação bem aquém do esperado da talentosa atriz Thaís Araújo, no papel de Helena, na novela “Viver a Vida”. No capítulo deste dia 18 de fevereiro, a protagonista eleva o tom de voz no diálogo com a pequena Rafaela, filha da personagem Dora, sem que a sua expressão facial fosse de alguém irado.
Digamos que seria até compreensível interpretações sem o devido brilho da nova leva de atrizes globais desprovidas de talento para o exercícios da profissão. Convenhamos: de Thaís Araújo, exatamente porque sabe trabalhar como poucas, temos o direito de cobrar bem mais.
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
Lembrança de Dionísio Pivatto
Na condição de articulista do Portal Futebol Interior, produzi um texto sobre um dos mais destacados narradores esportivo de Campinas, caso de Dionísio Pivatto, que hoje já não está entre nós, e que sempre comemorou de forma efusiva o Dia do Radialista (21 de setembro) e o Dia do Rádio (25 de setembro), fato que hoje já não acontece mais.
Discípulos do mestre de jornalismo Eduardo Mattos aprenderam a opinar em coluna esportiva de forma impessoal. Permita-me, caro leitor, contrariar os ensinamentos e hoje usar o verbo na primeira pessoa do singular, que, concordo, reflete de forma até arrogante. Há circunstâncias, contudo, que é aplicável para reprodução fiel de diálogos e precisão da narração. Portanto, está justificado.
Outrora o Dia do Radialista e Dia do Rádio eram comemorados efusivamente. Profissionais da área se enchiam de orgulho, com confraternizações.
Evidente que esse negócio de comemoração de dia disso ou dia daquilo ficou fora de moda, exceto Dia dos Pais, Dia das Mães, Dia dos Namorados e Natal por motivos óbvios: apelo do comércio pelos presentes.
De qualquer forma, embora tardiamente, a coluna estende os cumprimentos a todos os radialistas. A final, contrariaram pessimistas de plantão que projetaram o sepultamento do rádio com o advento da televisão. Está provado que ambos podem repartir os espaços e isso é ótimo.
Feita esta introdução, que no jargão jornalístico é chamada de “nariz de cera”, façamos justiça àquele que foi um fenômeno na narração esportiva em Campinas: Dionísio José Pivatto, sugado pelas traiçoeira águas do Rio Atibaia em 1988.
Dionísio estava no auge da carreira, na Rádio Brasil, quando foi contratado pela antiga Rádio Educadora - hoje Rádio Bandeirantes - a peso de ouro. E logo na estréia, na casa nova, já arrastou uma multidão de ouvintes que o acompanhava. Mil planos na cabeça e subitamente morreu afogado quando fazia aquilo que mais gostava fora do rádio: pescaria, num sábado tarde/noite.
Na véspera da morte, irradiante, transmitiu no Estádio do Canindé o jogo Corinthians e Ponte Preta, o único realizado pela Ponte quando quis entrar pelas portas dos fundos no Paulistão de 1988, respaldada por uma medida liminar. A Ponte foi boicotada por todos outros adversários. Entrava em campo, dava a saída de bola após apito inicial do árbitro, e depois gastava o tempo exigido por causa da ausência do adversário.
E na citada sexta-feira, Dionísio esgoelou como de costume na transmissão, mal sabendo que a sua missão profissional acabava naquela noite, após um dia recompensado com fechamento de novos contratos publicitários. E antes do jogo ele me convidou para dividirmos um “peixinho” no jantar, em restaurante nas imediações do estádio. E sem rodeios propôs que eu retornasse à antiga casa, ao revelar a intenção de montar uma equipe de “ponta”, desconsiderando que ele era o “puxador do samba”, e os demais meros coadjuvantes.
Infelizmente, Dionísio não me deu tempo para ponderar troca de emissora de rádio e possibilidade de conciliação com atividade em jornal. Partiu de forma estúpida e com o agravante da dificuldade para localização de seu corpo. Ainda bem que naquele jantar foi possível lhe revelar fato presenciado meses antes, quando ele ainda militava na Rádio Brasil. Na ocasião, meu velho Fusquinha havia me deixado no meio do caminho do Estádio Moisés Lucarelli, e o ônibus urbano não só me socorreu como permitiu flagrar, no percurso restante a pé, até o campo da Ponte, aproximadamente 20rádios ligados na abertura da jornada esportiva.
E sabem qual a proporção favorável a Dionísio Pivatto para a concorrência? Todos os rádios estavam ligados na transmissão do Dionísio, ou melhor, na Rádio Brasil.
Quando relatei o fato com esse detalhamento, ele ficou arrepiado, incrédulo. Embora convicto da liderança de audiência no rádio esportivo de Campinas, jamais imaginava que fosse de forma massacrante, um rolo compressor sobre nós, de outras emissoras.
Embora eu fosse repórter - portanto sem concorrer diretamente com narradores -, confesso que na ocasião fiquei intrigado, questionando o que faria no estádio empunhando microfone de emissora concorrente, se todos queriam escutar o Dionísio com os seus jargões do tipo “é fogo na fundanga”, quando se referia a lances com projeção de gol.
O jargão ficou tão marcado que ele ganhou o apelido de Fundanga. Era um profissional que fazia das transmissões um show. E quando fechava o microfone, convicto da missão cumprida, transformava-se em uma criança. Nas inesquecíveis viagem em ônibus da empresa Ensatur - do falecido Nabi Chedid -, que concentravam as emissoras de rádio da cidade, soltava o tenor nas modas de viola, contava piadas e “ouriçava” a turma.
Assim era Dionísio, feliz pela dádiva profissional de narrar futebol e pela valorização de cada momento da vida.
Discípulos do mestre de jornalismo Eduardo Mattos aprenderam a opinar em coluna esportiva de forma impessoal. Permita-me, caro leitor, contrariar os ensinamentos e hoje usar o verbo na primeira pessoa do singular, que, concordo, reflete de forma até arrogante. Há circunstâncias, contudo, que é aplicável para reprodução fiel de diálogos e precisão da narração. Portanto, está justificado.
Outrora o Dia do Radialista e Dia do Rádio eram comemorados efusivamente. Profissionais da área se enchiam de orgulho, com confraternizações.
Evidente que esse negócio de comemoração de dia disso ou dia daquilo ficou fora de moda, exceto Dia dos Pais, Dia das Mães, Dia dos Namorados e Natal por motivos óbvios: apelo do comércio pelos presentes.
De qualquer forma, embora tardiamente, a coluna estende os cumprimentos a todos os radialistas. A final, contrariaram pessimistas de plantão que projetaram o sepultamento do rádio com o advento da televisão. Está provado que ambos podem repartir os espaços e isso é ótimo.
Feita esta introdução, que no jargão jornalístico é chamada de “nariz de cera”, façamos justiça àquele que foi um fenômeno na narração esportiva em Campinas: Dionísio José Pivatto, sugado pelas traiçoeira águas do Rio Atibaia em 1988.
Dionísio estava no auge da carreira, na Rádio Brasil, quando foi contratado pela antiga Rádio Educadora - hoje Rádio Bandeirantes - a peso de ouro. E logo na estréia, na casa nova, já arrastou uma multidão de ouvintes que o acompanhava. Mil planos na cabeça e subitamente morreu afogado quando fazia aquilo que mais gostava fora do rádio: pescaria, num sábado tarde/noite.
Na véspera da morte, irradiante, transmitiu no Estádio do Canindé o jogo Corinthians e Ponte Preta, o único realizado pela Ponte quando quis entrar pelas portas dos fundos no Paulistão de 1988, respaldada por uma medida liminar. A Ponte foi boicotada por todos outros adversários. Entrava em campo, dava a saída de bola após apito inicial do árbitro, e depois gastava o tempo exigido por causa da ausência do adversário.
E na citada sexta-feira, Dionísio esgoelou como de costume na transmissão, mal sabendo que a sua missão profissional acabava naquela noite, após um dia recompensado com fechamento de novos contratos publicitários. E antes do jogo ele me convidou para dividirmos um “peixinho” no jantar, em restaurante nas imediações do estádio. E sem rodeios propôs que eu retornasse à antiga casa, ao revelar a intenção de montar uma equipe de “ponta”, desconsiderando que ele era o “puxador do samba”, e os demais meros coadjuvantes.
Infelizmente, Dionísio não me deu tempo para ponderar troca de emissora de rádio e possibilidade de conciliação com atividade em jornal. Partiu de forma estúpida e com o agravante da dificuldade para localização de seu corpo. Ainda bem que naquele jantar foi possível lhe revelar fato presenciado meses antes, quando ele ainda militava na Rádio Brasil. Na ocasião, meu velho Fusquinha havia me deixado no meio do caminho do Estádio Moisés Lucarelli, e o ônibus urbano não só me socorreu como permitiu flagrar, no percurso restante a pé, até o campo da Ponte, aproximadamente 20rádios ligados na abertura da jornada esportiva.
E sabem qual a proporção favorável a Dionísio Pivatto para a concorrência? Todos os rádios estavam ligados na transmissão do Dionísio, ou melhor, na Rádio Brasil.
Quando relatei o fato com esse detalhamento, ele ficou arrepiado, incrédulo. Embora convicto da liderança de audiência no rádio esportivo de Campinas, jamais imaginava que fosse de forma massacrante, um rolo compressor sobre nós, de outras emissoras.
Embora eu fosse repórter - portanto sem concorrer diretamente com narradores -, confesso que na ocasião fiquei intrigado, questionando o que faria no estádio empunhando microfone de emissora concorrente, se todos queriam escutar o Dionísio com os seus jargões do tipo “é fogo na fundanga”, quando se referia a lances com projeção de gol.
O jargão ficou tão marcado que ele ganhou o apelido de Fundanga. Era um profissional que fazia das transmissões um show. E quando fechava o microfone, convicto da missão cumprida, transformava-se em uma criança. Nas inesquecíveis viagem em ônibus da empresa Ensatur - do falecido Nabi Chedid -, que concentravam as emissoras de rádio da cidade, soltava o tenor nas modas de viola, contava piadas e “ouriçava” a turma.
Assim era Dionísio, feliz pela dádiva profissional de narrar futebol e pela valorização de cada momento da vida.
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
AVISEM SEUS FILHOS E PARENTES - Mais uma dos bandidos
Texto enviado por e-mail do amigo Nakano, reproduzido textualmente
DENTRO DOS SHOPPINGS CENTERS Há PESSOAS PRóXIMAS àS ENTRADAS
DOSCINEMAS FAZENDO UMA SUPOSTA PESQUISA COM OS JOVENS
(ALGO\"INTERESSANTE\", COMO CINEMA, TV, UM NOVO FILME A SER
LANçADO...).
PEGAM ENTãO O NOME, TELEFONE CELULAR, FIXO E RESIDENCIAL, ENDEREçO,
NOME DOS PAIS E DISCRETAMENTE ANOTAM ALGUMAS CARACTERíSTICAS COMO AS
ROUPAS, COR DO CABELO, ETC. ETC. ETC.
EM SEGUIDA, PEDEM QUE, DURANTE A EXIBIçãO DO FILME,
NãO ESQUEçAM DE DESLIGAR O TELEFONE CELULAR PARA NãO INCOMODAR AS
PESSOAS NO INTERIOR DO CINEMA.
DEPOIS QUE OS \"ENTREVISTADOS\" ENTRAM NO CINEMA, APóS ALGUNS
MINUTOS,LIGAM PARA O SEU CELULAR A FIM DE CONFIRMAR SE ESTá MESMO
DESLIGADO E, SE ESTIVER, LIGAM ENTãO PARA A CASA DA PESSOA.
DIZEM O NOME COMPLETO DO FILHO OU PARENTE (O QUE Já ASSUSTA), AS
CARACTERíSTICAS COMO CABELO, ESTATURA, ROUPAS E DIZ AINDA: \"LIGUE
PARA SEU FILHO, SE ACHA QUE ESTOU MENTINDO... O Nº DELE é 9XXX -
XXXX. E ESTá DESLIGADO...\".
COMO UM FILME DURA EM MéDIA 2HS, DEMORA MUITO PARA SE CONSEGUIR
CONTATO. Aí VOCê Já ESTá EM PâNICO E PRONTO PARA FAZER O QUE O
BANDIDO LHE PEDIR.
¨AVISO DE UM DELEGADO DE POLÍCIA¨
NãO é BOATO E NEM BRINCADEIRA, é FATO.
INSTRUA FILHOS E PARENTES A NãO RESPONDEREM NENHUMA ENTREVISTA OU
PESQUISA NAS RUAS E, MENOS AINDA, A FORNECER INFORMAçõES PESSOAIS.
NãO COLOQUEM CURRICULUM EM SITES DA INTERNET.
NUNCA DESLIGUEM OS CELULARES. COLOQUE-OS EM \"SILENCIOSO\".
EM CASO DE CINEMAS, COLOQUE-O PARA QUE SIMPLESMENTE ACENDA A LUZ.
O NíVEL DE PREPARO DOS BANDIDOS ESTá AUMENTANDO...
TEMOS QUE NOS PRECAVER CADA VEZ MAIS.--
domingo, 31 de janeiro de 2010
Pobre estudante
Estudante: quem te viu e quem te vê! No passado, mesmo reprimido, mostrava resistência à ditadura militar. Louve-se a sua participação decisiva no processo de redemocratização do país, como a sua última aparição relevante há quase três décadas. Na ocasião, de cara pintada, você foi às ruas e se manifestou contra os desmandos do governo do então presidente Fernando Collor de Melo, com reflexo imediato no Congresso Nacional. A força estudantil transformou-se na mola propulsora para a instalação do processo de impeachment de Collor.
Hoje, infelizmente, parte dos estudantes torce o nariz quando exigido a dissertar sobre o tema “Ética no país”, como foi a prova de Redação do Enen (Exame Nacional do Ensino Médio)de 2009. Uma estudante que se submeteu àquela prova voltou pra casa desolada por causa do tema da Redação.
Oras, bolas. Quer tema mais sugestivo, concreto! Basta o mínimo de interesse em leituras de jornais e revistas, ou acompanhar noticiário de rádio e telejornais para se certificar da baderneira provocada por integrantes do Executivo e Legislativo do Distrito Federal, onde o governador José Roberto Arruda e alguns “asseclas” são acusados.
Quem exerce o lídimo direito de cidadania repudia veementemente políticos antiéticos e acusados de corrupção como aqueles flagrados nas imagens mostradas pelas TVs. As propinas foram massarocadas em meias, cuecas e bolsas. O escândalo ganhou proporções internacionais.
Apesar da “enxurrada” de informações, que renderam dezenas de editoriais contestadores, a tal estudante ainda se lamentou do tema da Redação. Duro é saber que ela é o retrato dessa nova geração: mal informada e desinteressada sobre as coisas de seu país.
Queiram ou não, o país será entregue futuramente a esta geração. O que será de nós?
Hoje, infelizmente, parte dos estudantes torce o nariz quando exigido a dissertar sobre o tema “Ética no país”, como foi a prova de Redação do Enen (Exame Nacional do Ensino Médio)de 2009. Uma estudante que se submeteu àquela prova voltou pra casa desolada por causa do tema da Redação.
Oras, bolas. Quer tema mais sugestivo, concreto! Basta o mínimo de interesse em leituras de jornais e revistas, ou acompanhar noticiário de rádio e telejornais para se certificar da baderneira provocada por integrantes do Executivo e Legislativo do Distrito Federal, onde o governador José Roberto Arruda e alguns “asseclas” são acusados.
Quem exerce o lídimo direito de cidadania repudia veementemente políticos antiéticos e acusados de corrupção como aqueles flagrados nas imagens mostradas pelas TVs. As propinas foram massarocadas em meias, cuecas e bolsas. O escândalo ganhou proporções internacionais.
Apesar da “enxurrada” de informações, que renderam dezenas de editoriais contestadores, a tal estudante ainda se lamentou do tema da Redação. Duro é saber que ela é o retrato dessa nova geração: mal informada e desinteressada sobre as coisas de seu país.
Queiram ou não, o país será entregue futuramente a esta geração. O que será de nós?
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
"Dê uma ligada para..."
Num encontro de homens de comunicação em boteco, de repente alguém abre a discussão sobre quem tem maior dificuldade no exercício profissional: o jornalista de revistas, jornais e sites de notícia, com obrigatoriedade de texto final para publicações; ou o radialista, com exigência de improviso para transmitir informações ou mensagens?
Claro que cada um puxou a brasa para a sua sardinha e não faltaram justificativas. O radialista citou que o profissional de mídia impressa tem tempo para a elaboração do texto, que a sua chance de checagem e rechecagem de informação é maior, implicando, naturalmente, em filtro mais adequado para se cercar eventuais erros.
O jornalista até reconhece virtudes de um texto oral do colega de rádio. Ressalta, entretanto, que a categoria de radialistas está infestada de pessoas sem a devida qualificação gramatical, o que resulta em quantidade excessiva de erros.
Cotidianamente, em clips de comerciais ou através de comunicadores de rádio e televisão, observa-se a colocação equivocada do verbo “dar”, na terceira pessoa do singular, quando se dirige a mensagem diretamente ao telespectador ou ouvinte. É praxe citações do tipo “dá uma ligada para esta oferta”, usando-se o verbo na terceira pessoal do singular do presente do indicativo, quando o correto, neste caso específico, é a aplicação na terceira pessoa do singular do presente do subjuntivo: “dê uma ligada para esta oferta”.
Evidente que não se pode cobrar até de catedráticos aplicação infalível de regras gramaticais. Há erros, contudo, que poderiam ser evitados. E erros de grafia ganham conotação maior porque o registro em papel se transforma em documento perpétuo. E convenhamos que em determinados casos a Internet interfere na formação errônea do sujeito. De tanto o internauta acessar links de seções “quiz”, com z, projetam que a grafia correta do verbo querer na conjugação da primeira pessoa do singular do presente do indicativo seja com “z”, quando o correto é o uso do “s”. A grafia correta, neste caso, é quis.
Apresentadores de programa de televisão falam seguidamente “dá uma olhada nesta foto”, “liga para o telefone”, “vem comigo conferir”. Oras, o correto é “dê uma olhada nesta foto”, “ligue para o telefone”, “venha comigo conferir”.
Perceberam a diferença de formação de profissionais dos veículos impressos e eletrônicos? Em jornais trabalham profissionais com formação universitária que, embora sujeitos a erros, a incidência é “centas” vezes menor comparando-se a radialistas e principalmente intrusos na área.
Claro que cada um puxou a brasa para a sua sardinha e não faltaram justificativas. O radialista citou que o profissional de mídia impressa tem tempo para a elaboração do texto, que a sua chance de checagem e rechecagem de informação é maior, implicando, naturalmente, em filtro mais adequado para se cercar eventuais erros.
O jornalista até reconhece virtudes de um texto oral do colega de rádio. Ressalta, entretanto, que a categoria de radialistas está infestada de pessoas sem a devida qualificação gramatical, o que resulta em quantidade excessiva de erros.
Cotidianamente, em clips de comerciais ou através de comunicadores de rádio e televisão, observa-se a colocação equivocada do verbo “dar”, na terceira pessoa do singular, quando se dirige a mensagem diretamente ao telespectador ou ouvinte. É praxe citações do tipo “dá uma ligada para esta oferta”, usando-se o verbo na terceira pessoal do singular do presente do indicativo, quando o correto, neste caso específico, é a aplicação na terceira pessoa do singular do presente do subjuntivo: “dê uma ligada para esta oferta”.
Evidente que não se pode cobrar até de catedráticos aplicação infalível de regras gramaticais. Há erros, contudo, que poderiam ser evitados. E erros de grafia ganham conotação maior porque o registro em papel se transforma em documento perpétuo. E convenhamos que em determinados casos a Internet interfere na formação errônea do sujeito. De tanto o internauta acessar links de seções “quiz”, com z, projetam que a grafia correta do verbo querer na conjugação da primeira pessoa do singular do presente do indicativo seja com “z”, quando o correto é o uso do “s”. A grafia correta, neste caso, é quis.
Apresentadores de programa de televisão falam seguidamente “dá uma olhada nesta foto”, “liga para o telefone”, “vem comigo conferir”. Oras, o correto é “dê uma olhada nesta foto”, “ligue para o telefone”, “venha comigo conferir”.
Perceberam a diferença de formação de profissionais dos veículos impressos e eletrônicos? Em jornais trabalham profissionais com formação universitária que, embora sujeitos a erros, a incidência é “centas” vezes menor comparando-se a radialistas e principalmente intrusos na área.
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