Quando se vê dinheiro público jogado do ralo por ‘ene’ motivos, lamenta-se a falta de previsão orçamentária para execução de obras de melhoria do viário em áreas urbanas de Campinas.
É de conhecimento o projeto do governo do Estado de São Paulo para o prolongamento da Rodovia Magalhães, de forma que veículos que adentram o perímetro urbano de Campinas circulem em rodovias no entorno da cidade, evitando, assim, inevitáveis estrangulamentos nas avenidas de acesso.
Se hoje a Rodovia Magalhães Teixeira corta a região sul de Campinas entre as vias D. Pedro I e Anhanguera, o prolongamento até a Rodovia Bandeirantes serviria para desafogar o trânsito na Rodovia Santos Dumont.
Sem se ignorar o alto custo do empreendimento, que implica em desapropriações de propriedades rurais no itinerário, pondera-se, por outro lado, que a execução do projeto é de vital importância para melhorar o fluxo de veículos que trafegam pela via Santos Dumont sentido centro de Campinas.
Nos horários de pico observa-se congestionamentos monstros por ali, coisa de quatro a cinco quilômetros, que representam um inequívoco teste à paciência do motorista. Assim, enquanto não se viabiliza o escoamento de veículos através de um novo traçado, é imprescindível que a Secretaria de Transportes de Campinas adote medidas paliativas para minimizar o problema. E uma delas seria o asfaltamento de um atalho interligando a Rodovia Santos Dumont à antiga estrada intermunicipal Campinas-Indaiatuba.
No citado trajeto, quando o motorista chegar no trevo da Anhanguera, poderia acessá-la sentido Valinhos, com retorno na estreita ponte que indica entrada ao bairro Parque Jambeiro. Aí, bastaria percorrer algumas centenas de metros para ter opção de entrar no bairro Campos Sales, ‘linha’ de entrada para circulação na região sul de Campinas.
Evidente que toda esta conjectura seria complementada se o governo estadual tirar rapidamente do papel o projeto de construir vias marginais na Rodovia D. Pedro I, para que o já saturado trânsito no setor não seja ainda mais prejudicado.
Eis a questão. Então, mãos à obra!
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