É voz corrente que esse 2010 voou, como se calendário tivesse asa. Dizem que ontem foi janeiro, que o fevereiro do Carnaval passou bem ligeiro e quando acordamos estávamos presenteando nossas mães em maio. Depois vieram a perda da Copa do Mundo na África do Sul em junho e férias letivas de julho. O agosto do cachorro louco virou cisco num piscar de olhos e repentinamente dezembro chegou. Agora é esperar a ressaca do final de ano, finalizar a demagógica brincadeira de amigo secreto - por vezes com presente forçado ao inimigo ou chefe intolerável -, se desvencilhar do procedimento protocolar de feliz Natal e aguardar um outro janeiro que está aí batendo às portas.
O dezembro em curso é marcado pela data magna do Natal, festas, comilanças e corações solidários. Nós, ocidentais, reverenciamos o nascimento de Cristo, o prometido Messias, no dia 25, enquanto os orientais até zombam de nossa fé no cristianismo. A maioria dos asiáticos tem devoção por Buda e Alá. Lá prevalece os muçulmanos. Assim, o 25 de dezembro deles é ‘dia de branco’, de ralação de sol a sol. Lá, em apenas alguns países, o cristianismo só engatinha.
Seja como for, o que vale é a fé em um ser supremo, independente da classificação. Na China, por exemplo, além do calendário apontar dia útil de trabalho no dia 25 de dezembro, o trabalhador enfrenta carga horária semanal que supera 50 horas e ainda conta nos dedos a relação de feriados, que se restringem a 1º de janeiro, 5, 6 e 7 de fevereiro, 1º de maio e finaliza com os dias 1º e 2 de outubro.
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