terça-feira, 14 de dezembro de 2010

DEFESA DO BRINCO DE OURO E MOISÉS LUCARELLI

ESCREVI   ESSE ARTIGO NO BLOG DO PARCEIRO JOÃO CARLOS DE FREITAS NO DIA 19 DE MARÇO DE 2008, QUANDO O PAPO DE VENDAS DOS ESTÁDIOS BRINCO DE OURO E MOISÉS LUCARELLI ESTAVAM NO AUGE


Meu negócio, é falar (áudio) de boleiros do passado, e não escrever. De repente, a gente se sente na obrigação de interpretar posições daqueles que não têm vozes, e gostariam de alardear aos quatro cantos de Campinas para sepultarem de vez essa hipótese de relegar os estádios Brinco de Ouro e Moisés Lucarelli, de Guarani e Ponte Preta, respectivamente.

Ah se o mestre Sérgio José Salvucci fosse vivo! Como jornalista identificado com as coisas da Ponte Preta, com certeza contestaria com veemência a iniciativa de conselheiros da Ponte para se trocar o Majestoso por uma arena. O mesmo se aplica ao também jornalista falecido João Monteiro, que ao observar a maquete do estádio do Guarani, há mais de 50 anos, a rotulou de um brinco, e de ouro, logo sugerindo o nome de Brinco de Ouro, aceito unanimemente.

Se querem invocar a modernidade, ficamos com conceitos supostamente ultrapassados. Se querem argumentar que o Guarani está atolado em dívidas e que o jeito é se desfazer do velho Brinco de Ouro, contra-argumentamos com a proposta alternativa de se fazer uso de parte do complexo poliesportivo para abrigar um conjunto de lojas ou shopping, sem jamais se conjecturar a demolição daqueles lances de arquibancadas construídos com suor, e que é uma das relíquias do clube.

Igualmente se aplica à Ponte. Se optarem transformar parte das paredes laterais externas em portas de aço para divisória de lojas, shopping, bares, restaurantes, etc, a muito custo ainda dá para engolir, mas mexer na estrutura singular das arquibancadas jamais.

Não bastasse todo processo histórico, arquitetônico e laços sentimentais dos torcedores com os seus respectivos estádios, deve-se considerar que ambos estão localizados em área relativamente central, com entorno viário apropriado para fluxo de veículos. A proximidade de terminais urbanos de ônibus facilita o percurso dos torcedores, que na maioria das vezes se deslocam a pé até os campos, após desembarcarem no centro da cidade.

Não esqueçamos que futebol é um esporte popular e muita gente da periferia usa o transporte coletivo para se deslocar aos campos. Alguém pensou no transtorno para o torcedor mandos de jogos de seus clubes no Jardim Eulina e distrito de Barão Geraldo? Difícil projetar se a Emdec (Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas) remanejaria incontáveis itinerários de ônibus para atender a demanda de torcedores durante jogos em outros estádios. E mais: a estrutura viária no Jardim Eulina talvez não seja tão recomendável, considerando-se o estrangulamento de trânsito em alguns períodos na Rodovia Anhangüera, nas imediações do trevo da Bosch.

Se a modernidade é relegar o torcedor, é dificultar o acesso aos supostos novos estádios, fiquemos com a estrutura que está aí e com os costumes dos torcedores. Alguém perguntou ao pontepretano que invariavelmente “morde” o alambrado do Estádio Moisés Lucarelli, que se posiciona estrategicamente para xingar o bandeirinha, se ele topa “numa boa” trocar de ares?

Pra que arena multiuso? Eventos artísticos? Afinal, quando eventos de grande porte são agendados anualmente em

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