domingo, 31 de janeiro de 2010

Pobre estudante

Estudante: quem te viu e quem te vê! No passado, mesmo reprimido, mostrava resistência à ditadura militar. Louve-se a sua participação decisiva no processo de redemocratização do país, como a sua última aparição relevante há quase três décadas. Na ocasião, de cara pintada, você foi às ruas e se manifestou contra os desmandos do governo do então presidente Fernando Collor de Melo, com reflexo imediato no Congresso Nacional. A força estudantil transformou-se na mola propulsora para a instalação do processo de impeachment de Collor.
Hoje, infelizmente, parte dos estudantes torce o nariz quando exigido a dissertar sobre o tema “Ética no país”, como foi a prova de Redação do Enen (Exame Nacional do Ensino Médio)de 2009. Uma estudante que se submeteu àquela prova voltou pra casa desolada por causa do tema da Redação.
Oras, bolas. Quer tema mais sugestivo, concreto! Basta o mínimo de interesse em leituras de jornais e revistas, ou acompanhar noticiário de rádio e telejornais para se certificar da baderneira provocada por integrantes do Executivo e Legislativo do Distrito Federal, onde o governador José Roberto Arruda e alguns “asseclas” são acusados.
Quem exerce o lídimo direito de cidadania repudia veementemente políticos antiéticos e acusados de corrupção como aqueles flagrados nas imagens mostradas pelas TVs. As propinas foram massarocadas em meias, cuecas e bolsas. O escândalo ganhou proporções internacionais.
Apesar da “enxurrada” de informações, que renderam dezenas de editoriais contestadores, a tal estudante ainda se lamentou do tema da Redação. Duro é saber que ela é o retrato dessa nova geração: mal informada e desinteressada sobre as coisas de seu país.
Queiram ou não, o país será entregue futuramente a esta geração. O que será de nós?

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