terça-feira, 18 de agosto de 2009

Proposta para esporte amador municipal

Vésperas de eleições municipais, os discursos de prefeituráveis se repetem sobre propostas, principalmente para as áreas de Educação, Saúde e Segurança. É raro qualquer candidato fazer citação sobre esporte e justamente por isso elencamos propostas exeqüíveis para que os munícipes tenham no esporte um suporte de auxílio à Educação, Saúde e Segurança.
Como agente de interação, o esporte propicia ganho no processo educacional de crianças e adolescentes. Também é inquestionável o benefício que provoca à Saúde. Em qualquer faixa etária, o esporte é um agente preventivo à Saúde. Hoje, com competições de futebol para ‘atletas’ que completaram 50 anos, observa-se que ainda esbanjam energia e, conseqüentemente, descartam atendimento médico rotineiramente.
O esporte abre portas para recuperação de menores delinqüentes, desde que sejam migrados para a cultura esportiva, desde que descubram valores de cidadania com a prática esportiva.
Com visão pluralista do esporte, sugerimos amplo debate sobre os itens que seguem.
1 – Considerando-se que os clubes - quer se agrupem em forma de centros comunitários ou associações de amigos de bairros - desenvolvem função social no agrupamento de associados; considerando-se que não têm finalidade lucrativa, reivindicam lei municipal isentando-os do pagamento de IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano).
2 – Considerando-se que a prolongada estiagem na estação do inverno prejudica a conservação dos gramados de futebol, entidades é sugerida a criação de lei municipal que permita perfuração de poços artesianos, semi-artesianos ou caipiras em clubes, praças esportivas municipais e comunidades, visando água em abundância em qualquer estação do ano.
3 – Considerando-se a extrema dificuldade para auto-sustentação de clubes essencialmente de futebol e comunidades esportivas, sugere-se discussão e implantação do projeto ‘Bolão do Amador’, uma espécie de loteria esportiva, desde que não se viole dispositivo constitucional. O bolão teria programação de 10 ou 13 jogos, nos moldes do programa mantido pela Caixa Econômica Federal. Caberia às prefeituras a incumbência de negociação com a Receita Federal e poderes constituídos para viabilização do projeto. Assim, os clubes seriam cotistas do rateio oficial, que resultaria em parcela significativa para a sua manutenção.
4 – Visando o fortalecimento de clubes e comunidades esportivas, propõem-se a designação de um período do ano exclusivamente para campeonatos internos de futebol em clubes ou associações, em todas as categorias, com respaldo de departamentos de Esporte de prefeituras. As comunidades - monitoradas pelo departamento de Esporte - os organizariam com receita de associados de clubes e comunidades.
5 – A organização de comunidades implicaria em mudança de cultura no esporte amador das cidades. As sedes sociais de associações teriam atividades
programadas também para mulheres e crianças, transformando-se em abrigo familiar.
6 – Com a presença da família nas associações, haverá incentivo para campeonatos de diversas modalidades esportivas, como basquete, vôlei, tênis, bocha e esportes de mesa. Com o crescimento da demanda em clubes e comunidades esportivas, pode-se projetar um programa de marketing de forma que médios e grandes anunciantes também exponham sua logomarca em pontos estratégicos de clubes ou alambrados de campo de futebol.
7 – Propõem-se, ainda, interação guardas municipais, clubes e associações, de forma que viaturas percorram itinerários previamente definidos, visando maior segurança de todos. Informações gerais sobre segurança seriam centralizadas em um posto de plantão da Guarda Municipal, interagindo com a Polícia Militar.
8 – Programa esportivo segmentado para a Terceira Idade de departamentos de Esportes de prefeituras carece de reciclagem, de forma que contemple um universo significativamente superior de pessoas. Se hoje as atividades se restringem basicamente às praças esportivas de prefeituras, a proposta é expandi-las para centros comunitários e clubes estruturados também. Com um organograma de atividades bem definido, é possível combater o ócio inerente à Terceira Idade. Pede-se, também, que seja reservado uma praça esportiva mantida pelas prefeituras para que ‘atletas’ que completaram ou tenham mais de 50 anos possam participar de ‘peladas’ de futebol e quadras de múltiplo uso em dias úteis da semana.
9 – As entidades reivindicam reciclagem na proposta editorial de rádios mantidas pela prefeitura – com a finalidade de que o desporto das cidades possa ganhar um espaço ora negado para divulgação de suas atividades esportivas e sociais.
10 – Visando manutenção anual de campos de futebol, é sugerido que se crie um viveiro de grama em área pertencentes à prefeitura, com a produção de placas de grama repassadas posteriormente aos clubes durante o período chuvoso, quando é procedido replantio e reparo dos gramados.
11 – Reconhecendo as dificuldades para construção de novos campos de futebol, reivindica-se a construção de uma praça esportiva municipal a cada ano e um projeto integrado de recuperação de campos, de forma que as prefeituras coloquem à disposição dos clubes sua estrutura de homens, veículos e máquinas.
12 – Entidades esportivas propõem a realização de duas olimpíadas por ano para crianças e adolescentes carentes, e crianças e adolescentes abandonados. A complexidade do projeto implica em estimular as respectivas faixas etárias ao cumprimento de atividades esportivas. logicamente monitoradas por professores de departamentos de Esportes de prefeituras e voluntários de clubes e associações. Propõe-se que simultaneamente seja construído um barracão para abrigá-los em oficinas diversas. Assim, poderão receber noções básicas de profissões como marcenaria, pintura, funilaria, serviços elétricos e mecânicos de auto, etc. Paralelamente, além da equipe de psicólogos, sociólogos e assistentes sociais, desportistas em geral se incumbiriam de proferir palestras com objetivo profícuo de ajudá-los no processo de recuperação.
13 – Criação de um jornal impresso semanal, com linha editorial voltada essencialmente ao desporto da cidade, custeado parcialmente pela prefeitura em forma de espaço publicitário. A medida visa reparar o espaço descartado pela mídia impressa das cidades.
14 – Criar um conselho do desporto – comissão mista com membros de prefeitura e clubes – cuja atribuição essencial seria fiscalizar e cobrar o cumprimento do cronograma previamente definido.

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