quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Bração de fora no frio

Se de loucos todos nós temos um pouco, tenho que admitir lampejos de loucura ao contar, um a um, os debochadores que dispensam agasalhos naqueles dias frios de bater o queixo. Confesso que dá raiva deparar com senhoras exibindo braços descobertos, ignorando rajadas de vento. Uma delas, que levantou o bração para colocar o aparelho celular no ouvido, ainda cometeu o descuido de deixar sua bolsa aberta. Por sorte não foi assaltada.
Marmanjo é mais abusivo neste caso. Em vez de colete sob agasalhos para rebater a friagem, parece nos provocar com camisa de manga curta e aberta no peito. E nada de arrepio de frio. Que coisa!
Flagrantes dessa contradição foram registrados na gelada manhã do dia 20 de agosto em Campinas (SP). Chuva intermitente e queda brusca de temperatura eram convite para qualquer filho de Deus ou do Diabo permanecer enrolado em cobertor, não fosse o sagrado compromisso a cumprir.
Historicamente agosto não é mês chuvoso. Por isso fomos surpreendidos com esta abençoada chuva que lava a alma e varre a poluição, para alívio de pacientes asmáticos e de rinite.
A rigor, que inverno! Observe que os dados pluviométricos superam, e muito, as médias de julho e agosto, meses marcados, isso sim, por longa estiagem.
Portanto, diante desta confundível variação de inverno, cabe-nos finalizar parafraseando o imortal comunicador de televisão Abelardo Barbosa, o Chacrinha: “Palmas pra eles que eles merecem”. No caso específico, esses eles em questão são os desafiantes do frio.

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