Ao folhear páginas de anúncio classificado de um jornal me surpreendi com nota de um jovem - suponho que seja estudante - sugerindo divisão de apartamento com rapaz, naturalmente para se rachar as despesas de aluguel. Na mesma linha, convite para que moças partilhem a mesma moradia em casa alugada.
Por mais que tentem explicar sobre os naturais cuidados que vão se cercar para não dividir espaço com um delinquente, convenhamos que hoje, neste verdadeiro apocalipse, é extremamente temeroso bancar essa parceria. Depositar confiança em estranho pode ser uma atitude suicida por “ene” motivos. Caso duvide, convém lembrar o ditado popular de que “quem vê cara não vê coração”.
De repente, você imagina partilhar o espaço com um anjo e na prática depara com o capeta em pessoa. Atrás daquele olhar tímido e despretensioso pode estar escondido uma fúria incontrolável.
Ainda no tal caderno de classificados observa-se proposta para sociedade em empreendimentos do tipo padaria, bar, restaurante e até oficina mecânica. De repente, quem busca um sócio para seu negócio pode encontrar um parceiro de caráter e extremamente qualificado, mas convenhamos que a possibilidade de desarmonia é muito maior.
Se é praxe até nas boas famílias discordância quando há envolvimento de dinheiro em negócios, que dirá entre pessoas apresentadas uma a outra recentemente?
Enfim, como há gente de todo tipo e para todos os gostos, fica a nossa torcida para aqueles que se dispõem a encarar as respectivas empreitadas sejam bem sucedidos. Que sejam protegidos pela mão divina.
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