Dias desses, em um hipermercado, um casal se alvoroçava em gôndola de frutas e cresceu o olho nas fresquinhas maças fuji vendidas supreendentemente a R$ 1,25 o quilo, quase metade do preço original praticado semana anterior.
Pois é, o velho dito que "lobo perde o pelo, mas não perde o vício" se aplica bem aos alusivos idosos. A mulher, rapidamente, enchia saquinhos e o marido dela, posudo, e com desfaçatez ainda a questionou porquê tanta maça. E ela, cinicamente respondeu: - Bem, a gente aproveita para fazer suco.
Convenhamos que ela não seja tão ignorante para desconhecer que a maça fuji é disparadamente a mais doce dos macieiros e, consequentemente, a mais saborosa da espécie.
É chato esta história do faz de conta, ou do "engana-me que eu gosto". Neste caso específico, discretamente coloquei "minha colher no meio". Provoquei um sujeito ao meu lado sobre a sorte de encontrarmos uma maça tão seleta por preço baixo. Aí, claro, ele prontamente concordou.
Talvez meu interlocutor, como a maioria das pessoas, desconheça as propriedades nutritivas e terapêuticas da maça fuji, a mais cultivada no mundo e que por aqui chegou há quase 80 anos, no Sul. Saibam todos, também, que o consumo dela ajuda a prevenir taxa de colestorol, que ela tem um alto teor de potássio e é rica em ferro, cálcio, magnésio, zinco e manganês.
Alô casal em questão: da próxima vez não precisa disfarçar. Em promoção ou não do hipermercado, encha quantos saquinhos quiser e saborei um fruto que, diferentemente da maioria, não transforma abrutamente a frutose em glicose.
Portanto, caso um dos côngeges seja diabético, saiba que a maça fuji não se enquadra naquela fruta que você tem que botar freio. Coma até saciar a vontade.
Nenhum comentário:
Postar um comentário