O mecânico Ademir mijou, saiu do banheiro sem abrir a torneira do lavatório, e despediu-se de três pessoas com o tradicional aperto de mão. E tudo com a maior naturalidade, totalmente despreocupado com a falta de higiene.
O músico Amaral, em sua inseparável pelada de final de semana com amigos, coçou a bolsa escrotal descaradamente antes do pontapé inicial, se esborrachou de rir com piada contada nem sei por quem, e, instintivamente, estendeu aquela mesma mão colocada por baixo da cueca para cumprimentar o último “peladeiro” que completaria o time adversário naquele rachão.
Ambos os relatos são verídicos e ficamos apenas nos prenomes para resguardá-los. O diferencial, no caso de Amaral, é que o último “peladeiro” do rachão se mancou e deu bronca no amigo.
- Amaral, qual é a sua ao estender esta mão de pinto pra mim?
O músico, constrangido pela inesperada reação do colega, pelo menos aprendeu a lição. Pelo que se sabe jamais repetiu esse gesto feio, deselegante, e sobretudo anti-higiênico de pessoas que não têm simancol. Infelizmente, calcadas no dito “aquilo que os olhos não vêem o coração não sente”, abusam desse mau costume enraizado na cultura brasileira e, quiçá, mundial. São os porções de plantão.
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