Constantemente se vê por aí autoridades municipais incentivando a população a fazer uso do transporte coletivo, de forma que haja redução da circulação de veículos em áreas centrais das cidades, geralmente congestionadas.
A intenção é louvável e de certo os motoristas até prefeririam trocar o estresse ao volante de um veículo pela comodidade de uma poltrona de ônibus. Mas o problema são os entretantos.
Geralmente o intervalo de um para outro ônibus em pontos é demorado. A tarifa é salgada. Os apressados motoristas confundem transporte de humanos com os de bois, provocando solavancos perigosos.
Não bastassem esses inconvenientes, é praxe a viagem do cidadão em pé, sujeito a toda sorte. Pior para as mulheres que são vítimas de encoxadas na bundinha por aproveitadores que ficam se esfregando. Todos, no entanto, enfrentam empurrões propositais e a maldita fedentina de gente que não troca a roupa há dias, pra não dizer falta de banho.
Também não são poucos os usuários do transporte coletivo que exalam hálito fedorento na respiração por causa de dentes mal cuidados, problemas estomacais e reflexo da cachaça exagerada.
Com tantos inconvenientes para o uso do transporte coletivo, fica difícil estimular proprietários de veículos a deixarem o carro na garagem. Concorda?
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
sábado, 10 de outubro de 2009
Tudo por causa da maça fuji
Dias desses, em um hipermercado, um casal se alvoroçava em gôndola de frutas e cresceu o olho nas fresquinhas maças fuji vendidas supreendentemente a R$ 1,25 o quilo, quase metade do preço original praticado semana anterior.
Pois é, o velho dito que "lobo perde o pelo, mas não perde o vício" se aplica bem aos alusivos idosos. A mulher, rapidamente, enchia saquinhos e o marido dela, posudo, e com desfaçatez ainda a questionou porquê tanta maça. E ela, cinicamente respondeu: - Bem, a gente aproveita para fazer suco.
Convenhamos que ela não seja tão ignorante para desconhecer que a maça fuji é disparadamente a mais doce dos macieiros e, consequentemente, a mais saborosa da espécie.
É chato esta história do faz de conta, ou do "engana-me que eu gosto". Neste caso específico, discretamente coloquei "minha colher no meio". Provoquei um sujeito ao meu lado sobre a sorte de encontrarmos uma maça tão seleta por preço baixo. Aí, claro, ele prontamente concordou.
Talvez meu interlocutor, como a maioria das pessoas, desconheça as propriedades nutritivas e terapêuticas da maça fuji, a mais cultivada no mundo e que por aqui chegou há quase 80 anos, no Sul. Saibam todos, também, que o consumo dela ajuda a prevenir taxa de colestorol, que ela tem um alto teor de potássio e é rica em ferro, cálcio, magnésio, zinco e manganês.
Alô casal em questão: da próxima vez não precisa disfarçar. Em promoção ou não do hipermercado, encha quantos saquinhos quiser e saborei um fruto que, diferentemente da maioria, não transforma abrutamente a frutose em glicose.
Portanto, caso um dos côngeges seja diabético, saiba que a maça fuji não se enquadra naquela fruta que você tem que botar freio. Coma até saciar a vontade.
Pois é, o velho dito que "lobo perde o pelo, mas não perde o vício" se aplica bem aos alusivos idosos. A mulher, rapidamente, enchia saquinhos e o marido dela, posudo, e com desfaçatez ainda a questionou porquê tanta maça. E ela, cinicamente respondeu: - Bem, a gente aproveita para fazer suco.
Convenhamos que ela não seja tão ignorante para desconhecer que a maça fuji é disparadamente a mais doce dos macieiros e, consequentemente, a mais saborosa da espécie.
É chato esta história do faz de conta, ou do "engana-me que eu gosto". Neste caso específico, discretamente coloquei "minha colher no meio". Provoquei um sujeito ao meu lado sobre a sorte de encontrarmos uma maça tão seleta por preço baixo. Aí, claro, ele prontamente concordou.
Talvez meu interlocutor, como a maioria das pessoas, desconheça as propriedades nutritivas e terapêuticas da maça fuji, a mais cultivada no mundo e que por aqui chegou há quase 80 anos, no Sul. Saibam todos, também, que o consumo dela ajuda a prevenir taxa de colestorol, que ela tem um alto teor de potássio e é rica em ferro, cálcio, magnésio, zinco e manganês.
Alô casal em questão: da próxima vez não precisa disfarçar. Em promoção ou não do hipermercado, encha quantos saquinhos quiser e saborei um fruto que, diferentemente da maioria, não transforma abrutamente a frutose em glicose.
Portanto, caso um dos côngeges seja diabético, saiba que a maça fuji não se enquadra naquela fruta que você tem que botar freio. Coma até saciar a vontade.
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
Confiar em estranho
Ao folhear páginas de anúncio classificado de um jornal me surpreendi com nota de um jovem - suponho que seja estudante - sugerindo divisão de apartamento com rapaz, naturalmente para se rachar as despesas de aluguel. Na mesma linha, convite para que moças partilhem a mesma moradia em casa alugada.
Por mais que tentem explicar sobre os naturais cuidados que vão se cercar para não dividir espaço com um delinquente, convenhamos que hoje, neste verdadeiro apocalipse, é extremamente temeroso bancar essa parceria. Depositar confiança em estranho pode ser uma atitude suicida por “ene” motivos. Caso duvide, convém lembrar o ditado popular de que “quem vê cara não vê coração”.
De repente, você imagina partilhar o espaço com um anjo e na prática depara com o capeta em pessoa. Atrás daquele olhar tímido e despretensioso pode estar escondido uma fúria incontrolável.
Ainda no tal caderno de classificados observa-se proposta para sociedade em empreendimentos do tipo padaria, bar, restaurante e até oficina mecânica. De repente, quem busca um sócio para seu negócio pode encontrar um parceiro de caráter e extremamente qualificado, mas convenhamos que a possibilidade de desarmonia é muito maior.
Se é praxe até nas boas famílias discordância quando há envolvimento de dinheiro em negócios, que dirá entre pessoas apresentadas uma a outra recentemente?
Enfim, como há gente de todo tipo e para todos os gostos, fica a nossa torcida para aqueles que se dispõem a encarar as respectivas empreitadas sejam bem sucedidos. Que sejam protegidos pela mão divina.
Por mais que tentem explicar sobre os naturais cuidados que vão se cercar para não dividir espaço com um delinquente, convenhamos que hoje, neste verdadeiro apocalipse, é extremamente temeroso bancar essa parceria. Depositar confiança em estranho pode ser uma atitude suicida por “ene” motivos. Caso duvide, convém lembrar o ditado popular de que “quem vê cara não vê coração”.
De repente, você imagina partilhar o espaço com um anjo e na prática depara com o capeta em pessoa. Atrás daquele olhar tímido e despretensioso pode estar escondido uma fúria incontrolável.
Ainda no tal caderno de classificados observa-se proposta para sociedade em empreendimentos do tipo padaria, bar, restaurante e até oficina mecânica. De repente, quem busca um sócio para seu negócio pode encontrar um parceiro de caráter e extremamente qualificado, mas convenhamos que a possibilidade de desarmonia é muito maior.
Se é praxe até nas boas famílias discordância quando há envolvimento de dinheiro em negócios, que dirá entre pessoas apresentadas uma a outra recentemente?
Enfim, como há gente de todo tipo e para todos os gostos, fica a nossa torcida para aqueles que se dispõem a encarar as respectivas empreitadas sejam bem sucedidos. Que sejam protegidos pela mão divina.
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