Nos tempos ‘bicudos’ como este de crise financeira global, tem gente que fica de cabelo arrepiado quando lê ou ouve informações de salários estratosféricos, supostamente oferecidos para renomados homens de televisão mudarem de casa. Alardeiam que a TV Record teria proposto o gordo pagamento mensal de R$ 3 milhões para tirar Gugu Liberato do SBT. A atitude da apresentadora Eliana em trocar a grade domingueira da Record pelo SBT, por proposta financeira mais vantajosa, também gerou polêmica. E a troca de cadeiras nas emissoras de certo não vai parar por aí. Pois é: dinheiro, dinheiro, dinheiro...
Dinheiro é um troço tão importante que pode perfeitamente ser mensurado pela leva de sinônimos, a maioria criados décadas passadas por cabeças criativas.
Oras, quer caracterização mais simpática pra dinheiro que ‘bufunfa’! Claro que o dinheiro é representado por sinônimos dependendo das circunstâncias. Quem presta um servicinho por alguns minutos responde sem pestanejar para lhe darem um troco qualquer, quando indagado sobre o custo do trabalho.
Tem aqueles que pelo mesmo servicinho prestado deixam a critério do contratante pagar aquilo que julgar justo, e de repente se surpreendem com uma merreca.
Gíria por gíria, observa-se cascalho, tutu, fala verdade e grana como representantes do dinheiro. Gozado, por que cascalho, fragmento de rocha, é sinônimo de dinheiro? Aparentemente nada a ver.
Usa-se a palavra grana quando o sujeito está duro, ou seja, sem dinheiro. "Tô sem grana pra sair hoje à noite", tem sido uma compreensiva justificativa para sacrificar o sabadão.
A bandidagem também usa o linguajar grana às vítimas por ocasião de um assalto, e nem poderia ser diferente. “Mãos ao alto”, ou “mãos pra cima”, é o bordão autoritário do delinqüente para dominá-las, emendando com a indispensável ameaça: “Passa a grama aí".
Tutu, uma gíria fora de moda, já foi referência sobre pessoas endinheiras: "Fulano está com o tutu", diziam décadas passadas.
Na perdição por dinheiro, que tal refletir sobre a frase que segue, extraída sei lá de onde: “Dinheiro é muito bom, mas nada compra as lambidinhas que minha gata dá no meu nariz”. Trocado em miúdos, dinheiro não é tudo.
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