quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Insônia, que dureza!

Afora afoitos turistas que desafiam o sono em bares da vida, a litorânea Guarujá dorme madrugada adentro.

Incompreensível é a interrupção desse sono de quem é vitimado pela incontinência, que forçosamente recorre ao banheiro no mínimo três vezes por noite.

É aí que a roda pega se o sono não for pesado. Giro da cabeça lado a lado do travesseiro deixa qualquer cristão aflitivo, visto que a chance de adormecer novamente é escassa.

Portanto, nada como se despertar de vez, e procurar ocupação no lar solitário.
Livro? Passatempo nas redes sociais através do celular? Recorrer ao inevitável hábito de escrever?

Que tal dissertação e contextualização da própria insônia?

Inevitavelmente surge indagação de problemas pessoais.

Não. Nada me aflige, além do cotidiano dos normais.

Então por que o inimigo sono teima em provocar discórdia?

Sei lá eu, diria meu antigo pedreiro Bastião.

Aí está o xis da questão.

Incontinência urinária? Adormecimento forçado pós goladas dos destinados?
Estranhamento de dormitório não serve de justificativa, visto que há dois meses o padrasto sono teima em provocar interrupção no âmago da noite.

Alô doutor sono: dê um jeito nesse sujeito de noite mal dormida, de sono picado!
E sem remédios ‘nocauteadores’.


Também não tire do pobre coitado paciente o reles direito de se alcoolizar, reconhecidamente uma das boas coisas da vida.

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