Afora
afoitos turistas que desafiam o sono em bares da vida, a litorânea Guarujá
dorme madrugada adentro.
Incompreensível
é a interrupção desse sono de quem é vitimado pela incontinência, que
forçosamente recorre ao banheiro no mínimo três vezes por noite.
É aí que a
roda pega se o sono não for pesado. Giro da cabeça lado a lado do travesseiro
deixa qualquer cristão aflitivo, visto que a chance de adormecer novamente é
escassa.
Portanto,
nada como se despertar de vez, e procurar ocupação no lar solitário.
Livro?
Passatempo nas redes sociais através do celular? Recorrer ao inevitável hábito
de escrever?
Que tal
dissertação e contextualização da própria insônia?
Inevitavelmente
surge indagação de problemas pessoais.
Não. Nada me
aflige, além do cotidiano dos normais.
Então por
que o inimigo sono teima em provocar discórdia?
Sei lá eu,
diria meu antigo pedreiro Bastião.
Aí está o
xis da questão.
Incontinência
urinária? Adormecimento forçado pós goladas dos destinados?
Estranhamento
de dormitório não serve de justificativa, visto que há dois meses o padrasto
sono teima em provocar interrupção no âmago da noite.
Alô doutor
sono: dê um jeito nesse sujeito de noite mal dormida, de sono picado!
E sem
remédios ‘nocauteadores’.
Também não
tire do pobre coitado paciente o reles direito de se alcoolizar,
reconhecidamente uma das boas coisas da vida.