Estudante: quem te viu e quem te vê! No passado, mesmo reprimido, mostrava resistência à ditadura militar. Louve-se a sua participação decisiva no processo de redemocratização do país, como a sua última aparição relevante há quase três décadas. Na ocasião, de cara pintada, você foi às ruas e se manifestou contra os desmandos do governo do então presidente Fernando Collor de Melo, com reflexo imediato no Congresso Nacional. A força estudantil transformou-se na mola propulsora para a instalação do processo de impeachment de Collor.
Hoje, infelizmente, parte dos estudantes torce o nariz quando exigido a dissertar sobre o tema “Ética no país”, como foi a prova de Redação do Enen (Exame Nacional do Ensino Médio)de 2009. Uma estudante que se submeteu àquela prova voltou pra casa desolada por causa do tema da Redação.
Oras, bolas. Quer tema mais sugestivo, concreto! Basta o mínimo de interesse em leituras de jornais e revistas, ou acompanhar noticiário de rádio e telejornais para se certificar da baderneira provocada por integrantes do Executivo e Legislativo do Distrito Federal, onde o governador José Roberto Arruda e alguns “asseclas” são acusados.
Quem exerce o lídimo direito de cidadania repudia veementemente políticos antiéticos e acusados de corrupção como aqueles flagrados nas imagens mostradas pelas TVs. As propinas foram massarocadas em meias, cuecas e bolsas. O escândalo ganhou proporções internacionais.
Apesar da “enxurrada” de informações, que renderam dezenas de editoriais contestadores, a tal estudante ainda se lamentou do tema da Redação. Duro é saber que ela é o retrato dessa nova geração: mal informada e desinteressada sobre as coisas de seu país.
Queiram ou não, o país será entregue futuramente a esta geração. O que será de nós?
domingo, 31 de janeiro de 2010
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
"Dê uma ligada para..."
Num encontro de homens de comunicação em boteco, de repente alguém abre a discussão sobre quem tem maior dificuldade no exercício profissional: o jornalista de revistas, jornais e sites de notícia, com obrigatoriedade de texto final para publicações; ou o radialista, com exigência de improviso para transmitir informações ou mensagens?
Claro que cada um puxou a brasa para a sua sardinha e não faltaram justificativas. O radialista citou que o profissional de mídia impressa tem tempo para a elaboração do texto, que a sua chance de checagem e rechecagem de informação é maior, implicando, naturalmente, em filtro mais adequado para se cercar eventuais erros.
O jornalista até reconhece virtudes de um texto oral do colega de rádio. Ressalta, entretanto, que a categoria de radialistas está infestada de pessoas sem a devida qualificação gramatical, o que resulta em quantidade excessiva de erros.
Cotidianamente, em clips de comerciais ou através de comunicadores de rádio e televisão, observa-se a colocação equivocada do verbo “dar”, na terceira pessoa do singular, quando se dirige a mensagem diretamente ao telespectador ou ouvinte. É praxe citações do tipo “dá uma ligada para esta oferta”, usando-se o verbo na terceira pessoal do singular do presente do indicativo, quando o correto, neste caso específico, é a aplicação na terceira pessoa do singular do presente do subjuntivo: “dê uma ligada para esta oferta”.
Evidente que não se pode cobrar até de catedráticos aplicação infalível de regras gramaticais. Há erros, contudo, que poderiam ser evitados. E erros de grafia ganham conotação maior porque o registro em papel se transforma em documento perpétuo. E convenhamos que em determinados casos a Internet interfere na formação errônea do sujeito. De tanto o internauta acessar links de seções “quiz”, com z, projetam que a grafia correta do verbo querer na conjugação da primeira pessoa do singular do presente do indicativo seja com “z”, quando o correto é o uso do “s”. A grafia correta, neste caso, é quis.
Apresentadores de programa de televisão falam seguidamente “dá uma olhada nesta foto”, “liga para o telefone”, “vem comigo conferir”. Oras, o correto é “dê uma olhada nesta foto”, “ligue para o telefone”, “venha comigo conferir”.
Perceberam a diferença de formação de profissionais dos veículos impressos e eletrônicos? Em jornais trabalham profissionais com formação universitária que, embora sujeitos a erros, a incidência é “centas” vezes menor comparando-se a radialistas e principalmente intrusos na área.
Claro que cada um puxou a brasa para a sua sardinha e não faltaram justificativas. O radialista citou que o profissional de mídia impressa tem tempo para a elaboração do texto, que a sua chance de checagem e rechecagem de informação é maior, implicando, naturalmente, em filtro mais adequado para se cercar eventuais erros.
O jornalista até reconhece virtudes de um texto oral do colega de rádio. Ressalta, entretanto, que a categoria de radialistas está infestada de pessoas sem a devida qualificação gramatical, o que resulta em quantidade excessiva de erros.
Cotidianamente, em clips de comerciais ou através de comunicadores de rádio e televisão, observa-se a colocação equivocada do verbo “dar”, na terceira pessoa do singular, quando se dirige a mensagem diretamente ao telespectador ou ouvinte. É praxe citações do tipo “dá uma ligada para esta oferta”, usando-se o verbo na terceira pessoal do singular do presente do indicativo, quando o correto, neste caso específico, é a aplicação na terceira pessoa do singular do presente do subjuntivo: “dê uma ligada para esta oferta”.
Evidente que não se pode cobrar até de catedráticos aplicação infalível de regras gramaticais. Há erros, contudo, que poderiam ser evitados. E erros de grafia ganham conotação maior porque o registro em papel se transforma em documento perpétuo. E convenhamos que em determinados casos a Internet interfere na formação errônea do sujeito. De tanto o internauta acessar links de seções “quiz”, com z, projetam que a grafia correta do verbo querer na conjugação da primeira pessoa do singular do presente do indicativo seja com “z”, quando o correto é o uso do “s”. A grafia correta, neste caso, é quis.
Apresentadores de programa de televisão falam seguidamente “dá uma olhada nesta foto”, “liga para o telefone”, “vem comigo conferir”. Oras, o correto é “dê uma olhada nesta foto”, “ligue para o telefone”, “venha comigo conferir”.
Perceberam a diferença de formação de profissionais dos veículos impressos e eletrônicos? Em jornais trabalham profissionais com formação universitária que, embora sujeitos a erros, a incidência é “centas” vezes menor comparando-se a radialistas e principalmente intrusos na área.
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