quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Você escolheu os políticos certos?

Domingo, 5 de outubro, você tirou da gaveta, com cheiro de mofo, seu título de eleitor e, de certo, parafraseando o nostálgico narrador esportivo Fiori Gigliotti, disse a um amigo ou parente: “É hoje torcida brasileira”! Pois é. Você disse, caro eleitor, através das urnas, quem deve representá-lo nos poderes Executivo e Legislativo dos municípios nos próximos quatro anos. Você assinou, por via eletrônica, um cheque em branco, na expectativa de que o destinatário não o "rasure" e muito menos o não adultere.
Ao escolher os candidatos a prefeito e vereador você cumpriu a primeira etapa de relacionamento eleitor e eleito. A partir do primeiro dia de um novo mandato, comece a exercer sua cidadania e cobre as propostas de palanque. Exija coerência e trabalho.
Tomara que você tenhal refletido bem, pois mesmo com reflexão o risco de erro é enorme, até porque as pessoas mudam muito. Quem você conhece hoje, pode estar bem diferente em apenas alguns meses. Portanto, espera-se que você tenha excluído de sua listagem de postulantes à Câmara de Vereadores aqueles que extrapolaram a área de atuação. Vereador não constrói escolas e creches e muito menos hospitais. Saiba que construir é diferente de protocolar indicações para que o prefeito autorize construções das citadas unidades.
A despeito do processo de amadurecimento do eleitor para discernimento de candidatos, ainda há muito que se percorrer. Exatamente por isso que ladinos exploram incautos e milhares de votos vão para o ralo, ou melhor: para candidatos que não merecem a confiança do munícipe.
É competência do vereador apresentar e votar projetos de lei; fiscalizar atos, contas e processos licitatórios da prefeitura; aprovar Orçamento anual do município, acompanhar execução de obras e trabalho do poder Executivo, e também assessorar o prefeito.
No dia 5 de outubro você entregou a chave da cidade (em eleições majoritárias definidas no 1º tgurno) para quem tem obrigação de mantê-la conservada, que esteja comprometido com propostas que convirjam com interesses da população carente, tais como infra-estrutura nos bairros, construção de creches, escolas, postos de saúde, etc. Oxalá você tenha reavaliado como eles - candidatos a prefeito - serão capazes de colocar em prática essas ambiciosas propostas se os cofres públicos estão declaradamente vazios.
Aí é que entra o espírito empreendedor do prefeito na busca por recursos, sem que isso represente sangria para o bolso do munícipe, caso de aumentos nos valores de tributos. Essa reavaliação é imprescindível, sob pena de se cometer erros que só poderão reparados a quatro anos.
Dizem que ‘papel aceita tudo’. Logo, você deve ter refletido sobre propostas inseridas em panfletos, jornais e boletins. Claro que você avaliou aquelas exeqüíveis, e por isso não esqueça de cobrá-las dos eleitos. Cobre políticas públicas preventivas para a saúde. Exija que implementem cursos de qualificação profissional para o jovem. Reivindique ações no transporte que visem descongestionamento de trânsito e relembre os homens públicos de seu direito constitucional de moradia.
Seja como for, saiba que felizmente há políticos honestos, transparentes, ousados, competentes, e sobretudo compromissados com a real função de servir. Toma que você tenha sabido distingui-los.

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