quarta-feira, 23 de julho de 2008

Julinas rurais, quanta diferença!

As festas julinas com guloseimas, bebidas típicas - quentão e vinho quente -, bingos e danças de quadrilha se arrastam até o final deste mês de julho. E que festanças agradáveis! E se você as adora, que tal descobrir juninas e julinas na zona rural? Sim, no meio do mato. E confira quanta diferença, a começar pela simplicidade do homem do campo.

Pouco importa se ele fala “ponhá” no lugar de por. Também não o discrimine se convidá-lo para saborear um doce de "abroba" em vez de abóbora. Esteja convicto que esse humilde povo do mato ensina como faz bem um sorriso sincero, como é bom transmitir alegria. Ele mostra que ainda vale a pena ser solícito pelo simples prazer de um boa convivência.

Juninas ou julinas rurais que se prezam têm fogueira espalhando fumaça a metros de distância, batata doce assada na brasa e, sobretudo, a insubstituível moda de viola. Quanta diferença!

O homem do mato não torce o nariz diante do bafo fedorento de cachaça do companheiro e “puxa prosa" com quem mal conhece, como se a amizade fosse duradoura.

Nas tradicionais festas juninas ou julinas urbanas a mulherada coloca a roupa da moda, exagera no perfume, se preocupa em demasia com a aparência e esnoba bastante, como se festa junina fosse solenidade social.

Já as camponesas se embelezam como podem, mas são identificadas principalmente pela espontaneidade. Só para não alongar o assunto, mais essa: junina ou julina rural tem até rifa de leitão, e o ganhador bota o bichinho vivo, amarrado no suporte da bicicleta, e o leva pra casa. É mole?

De certo uma visitinha em julina rural possa servir de reflexão pra quem anda fora de “prumo”. Do contrário, só em velório essa gente vai lembrar que "estamos aqui de passagem". Pior é que o homem repete incontáveis vezes o bordão e horas depois parece esquecer tudo aquilo que disse.

Um comentário:

Unknown disse...

esse povo do mato é mesmo gente boa.