O corredor noroeste, que provocará mais segurança e comodidade a usuários de ônibus nas conurbadas cidades da RMC (Região Metropolitana de Campinas), vai de "tempo e popa", mas temos que fazer algumas ressalvas.
No trecho da Rodovia Anhangüera entre Campinas e Sumaré procede-se a reforma de passarelas, para adequá-las às pistas marginais, e o pedestre perde, momentaneamente, a opção de travessia segura.
Assim ele é visto, com freqüência, atravessando aquela rodovia perigosíssima exatamente pela falta de opção.
É necessário a reforma ou adaptação de passarelas? Sim, não se questiona isso. O alerta é para que as obras não transcorram com essa irritante morosidade. O processo precisa ser aceleradíssimo, sob risco de os jornais terem de "manchetar" a qualquer momento que "criança morre atropelada na Via Anhangüera perto de passarela em reforma".
Como prevenir é melhor que remediar, vamos prevenir acidentes graves completando rapidamente as obras nas passarelas.
terça-feira, 29 de julho de 2008
domingo, 27 de julho de 2008
Salve a música sertaneja
Uma das características nos textos em blog é a conotação pessoal. Diferentemente da mídia impressa, em que mesmo nos textos opinativos preocupo-me com a forma impessoal, aqui vale a primeira pessoa do singular.
Amigos jornalistas sugeriram que discorresse sobre a música sertaneja dos antigos intérpretes - entenda-se música raiz -, tocadas no rádio ao amanhecer. Então vamos lá.
Os anos 60 foram marcados pela “explosão” musical. Não bastasse a aparição dos Beatles, revolucionário quarteto de Liverpool, Inglaterra, a molecada da época gingava ao som dos embalos de domingo à tarde com Roberto Carlos e sua turma no programa Jovem Guarda, da TV Record.
Com essa turma bombando no rádio e na televisão, e o indisfarçável preconceito às canções sertanejas, evidente que o adolescente da época torcia o nariz quando a velharada e caipirões colocavam discos de vinil em compacto duplo ou LP gravados pelas duplas Tião Carreiro e Pardinho, Dino Franco e Moraí, ou Tonico e Tinoco.
No meu caso, especificamente, pouco me importava se estava na contramão de minha turma. Curtia todos os ritmos. Havia espaço em meu arquivo para os boleros de Nelson Gonçalves, e melodias fascinantes de Altemar Dutra, Caubi Peixoto e Ângela Maria, astros da MPB. Assim cresci com poucas objeções no gênero musical.
Aos críticos contundentes da música sertaneja, respondia que lhes faltava sensibilidade para sugar a alma do homem do campo, capaz de transformar em obra de arte histórias com o menino da porteira, a morte do amigo Chico Mineiro, O leitão e o italiano, e por aí vai.
E quem conceitua a velha música sertaneja apenas em batidas repetidas de viola está equivocado. Há um punhado de melodias românticas que ainda penetra profundamente no coração da gente.
Talvez o melhor exemplo de sertanejo romântico seja Dino Franco, que completou 50 anos de carreira. Isso é fruto da parceria inicial com Biá e posteriormente Moraí. Esse poeta da música sertaneja também é um compositor de “mão cheia”. Retratou em suas canções as dores e vida do caipira, e a sua luta para sobreviver no campo, exaltando também as belezas da natureza. Ouça obras como “Amargurado” e “Caboclo na Cidade” para se sensibilizar com esse reconhecido talento no seu gênero, com biografia de músicas lentas que a gente se derretia nas danças de corpos colado, infelizmente sepultadas pelos atropelos musicais.
Sou do tempo em que a gente se deliciava ouvir Tião Carreiro com pérolas da música sertaneja como “Cochilou Cachimbo Cai”, nos programas de rádio. O próximo 15 de outubro vai marcar 15 anos sem Tião Carreiro, mas com certeza aquele bigodudo de vozeirão premiado, inventor do pagode sertanejo, jamais será esquecido.
Ficamos assim: não condene a música sertaneja sem dela provar. Prove e verás que demorou para conhecê-la.
Amigos jornalistas sugeriram que discorresse sobre a música sertaneja dos antigos intérpretes - entenda-se música raiz -, tocadas no rádio ao amanhecer. Então vamos lá.
Os anos 60 foram marcados pela “explosão” musical. Não bastasse a aparição dos Beatles, revolucionário quarteto de Liverpool, Inglaterra, a molecada da época gingava ao som dos embalos de domingo à tarde com Roberto Carlos e sua turma no programa Jovem Guarda, da TV Record.
Com essa turma bombando no rádio e na televisão, e o indisfarçável preconceito às canções sertanejas, evidente que o adolescente da época torcia o nariz quando a velharada e caipirões colocavam discos de vinil em compacto duplo ou LP gravados pelas duplas Tião Carreiro e Pardinho, Dino Franco e Moraí, ou Tonico e Tinoco.
No meu caso, especificamente, pouco me importava se estava na contramão de minha turma. Curtia todos os ritmos. Havia espaço em meu arquivo para os boleros de Nelson Gonçalves, e melodias fascinantes de Altemar Dutra, Caubi Peixoto e Ângela Maria, astros da MPB. Assim cresci com poucas objeções no gênero musical.
Aos críticos contundentes da música sertaneja, respondia que lhes faltava sensibilidade para sugar a alma do homem do campo, capaz de transformar em obra de arte histórias com o menino da porteira, a morte do amigo Chico Mineiro, O leitão e o italiano, e por aí vai.
E quem conceitua a velha música sertaneja apenas em batidas repetidas de viola está equivocado. Há um punhado de melodias românticas que ainda penetra profundamente no coração da gente.
Talvez o melhor exemplo de sertanejo romântico seja Dino Franco, que completou 50 anos de carreira. Isso é fruto da parceria inicial com Biá e posteriormente Moraí. Esse poeta da música sertaneja também é um compositor de “mão cheia”. Retratou em suas canções as dores e vida do caipira, e a sua luta para sobreviver no campo, exaltando também as belezas da natureza. Ouça obras como “Amargurado” e “Caboclo na Cidade” para se sensibilizar com esse reconhecido talento no seu gênero, com biografia de músicas lentas que a gente se derretia nas danças de corpos colado, infelizmente sepultadas pelos atropelos musicais.
Sou do tempo em que a gente se deliciava ouvir Tião Carreiro com pérolas da música sertaneja como “Cochilou Cachimbo Cai”, nos programas de rádio. O próximo 15 de outubro vai marcar 15 anos sem Tião Carreiro, mas com certeza aquele bigodudo de vozeirão premiado, inventor do pagode sertanejo, jamais será esquecido.
Ficamos assim: não condene a música sertaneja sem dela provar. Prove e verás que demorou para conhecê-la.
quarta-feira, 23 de julho de 2008
Julinas rurais, quanta diferença!
As festas julinas com guloseimas, bebidas típicas - quentão e vinho quente -, bingos e danças de quadrilha se arrastam até o final deste mês de julho. E que festanças agradáveis! E se você as adora, que tal descobrir juninas e julinas na zona rural? Sim, no meio do mato. E confira quanta diferença, a começar pela simplicidade do homem do campo.
Pouco importa se ele fala “ponhá” no lugar de por. Também não o discrimine se convidá-lo para saborear um doce de "abroba" em vez de abóbora. Esteja convicto que esse humilde povo do mato ensina como faz bem um sorriso sincero, como é bom transmitir alegria. Ele mostra que ainda vale a pena ser solícito pelo simples prazer de um boa convivência.
Juninas ou julinas rurais que se prezam têm fogueira espalhando fumaça a metros de distância, batata doce assada na brasa e, sobretudo, a insubstituível moda de viola. Quanta diferença!
O homem do mato não torce o nariz diante do bafo fedorento de cachaça do companheiro e “puxa prosa" com quem mal conhece, como se a amizade fosse duradoura.
Nas tradicionais festas juninas ou julinas urbanas a mulherada coloca a roupa da moda, exagera no perfume, se preocupa em demasia com a aparência e esnoba bastante, como se festa junina fosse solenidade social.
Já as camponesas se embelezam como podem, mas são identificadas principalmente pela espontaneidade. Só para não alongar o assunto, mais essa: junina ou julina rural tem até rifa de leitão, e o ganhador bota o bichinho vivo, amarrado no suporte da bicicleta, e o leva pra casa. É mole?
De certo uma visitinha em julina rural possa servir de reflexão pra quem anda fora de “prumo”. Do contrário, só em velório essa gente vai lembrar que "estamos aqui de passagem". Pior é que o homem repete incontáveis vezes o bordão e horas depois parece esquecer tudo aquilo que disse.
Pouco importa se ele fala “ponhá” no lugar de por. Também não o discrimine se convidá-lo para saborear um doce de "abroba" em vez de abóbora. Esteja convicto que esse humilde povo do mato ensina como faz bem um sorriso sincero, como é bom transmitir alegria. Ele mostra que ainda vale a pena ser solícito pelo simples prazer de um boa convivência.
Juninas ou julinas rurais que se prezam têm fogueira espalhando fumaça a metros de distância, batata doce assada na brasa e, sobretudo, a insubstituível moda de viola. Quanta diferença!
O homem do mato não torce o nariz diante do bafo fedorento de cachaça do companheiro e “puxa prosa" com quem mal conhece, como se a amizade fosse duradoura.
Nas tradicionais festas juninas ou julinas urbanas a mulherada coloca a roupa da moda, exagera no perfume, se preocupa em demasia com a aparência e esnoba bastante, como se festa junina fosse solenidade social.
Já as camponesas se embelezam como podem, mas são identificadas principalmente pela espontaneidade. Só para não alongar o assunto, mais essa: junina ou julina rural tem até rifa de leitão, e o ganhador bota o bichinho vivo, amarrado no suporte da bicicleta, e o leva pra casa. É mole?
De certo uma visitinha em julina rural possa servir de reflexão pra quem anda fora de “prumo”. Do contrário, só em velório essa gente vai lembrar que "estamos aqui de passagem". Pior é que o homem repete incontáveis vezes o bordão e horas depois parece esquecer tudo aquilo que disse.
terça-feira, 22 de julho de 2008
Vamos que vamos!
Alô, gente! Cheguei. Ufa! enfim encontrei um jeito de voltar a me comunicar com a comunidade esportiva de Campinas (SP), região, São Paulo, Brasil e mundo.
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