Não dá pra fingir e lhe atribuir um feliz natal se as coisas erradas estão elevadas ao quadrado e pessoas com devida sensibilidade estão inquietas.
Calma! Antes que você diga que uma coisa não tem nada a ver com outra, que Natal é dia santificado, de celebração familiar, etc., respeito a sua posição, mas como engolir o presente de grego antecipado que recebemos?
Entre eles me incluo. O Natal foi pro brejo. Não dá pra fingir que uma coisa é uma coisa; outra coisa é outra coisa, frase creditada ao ex-centroavante Dadá Maravilha.
Doeu profundamente aquele embrulho que, ao ser aberto, continha espinhos e outras coisas desagradáveis.
Aos cristão e tementes a Deus, o desejo que um dia após o outro seja repleto de bençãos divinas, principalmente saúde.
LUTO
Parafraseando o senador Magno Malto, em brilhante discurso, também estou de luto. E quem está de luto não participa de festa.
Como pretender um Natal felicitativo se infelizmente quis a história que me transformasse em pessoa minimamente esclarecida, o suficiente para discernimento do correto e absurdo.
Hoje, septuagenário, com minhas atribuições jornalísticas restritas a poucas produções - a principal delas este blog -, divido o tempo com uso de idênticas ferramentas usadas pelo caboclo do mato. Com animais, aprendi o quão vale a ingenuidade deles, se comparada a perversidade do humano.
É aí que imagino se mal dominasse o abecedário - como a maioria dos capinadores - não seria o mais recomendável.
De certo o caboclo do mato se machuca menos e até ignora as arranhaduras provocadas pela insensatêz humana, ou melhor: nos meios políticos.
Quis a vida que eu aprendesse distinguir pessoas que se desvincularam dos bons costumes ensinados pelos pais, que relativizaram esse troço chamado vergonha e, ao se introduzirem na vida política, refletem neste imbróglio.
Assim, marcar gol contra ou gol a favor, para eles dá na mesma.
E já que nos reserva apenas a alternativa de lamentar, lamentemos!
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