sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Hospital de olhos

VAMOS FAZER ESTE E-MAIL CIRCULAR!
O JORNAL DA REDE GLOBO MOSTROU UMA REPORTAGEM SOBRE O HOSPITAL DOS OLHOS DE SOROCABA.
ESSE HOSPITAL É DA MAÇONARIA, SEM FINS LUCRATIVOS.
ELE É CONVENIADO COM O SUS, E TEM CAPACIDADE PARA REALIZAR CERCA DE 300 (TREZENTOS) TRANSPLANTES DE CÓRNEAS POR MÊS, POIS HÁ UM ESTOQUE DE CÓRNEAS SUFICIENTE PARA A REALIZAÇÃO DOS MESMOS.
ENTRETANTO, ESSE HOSPITAL ESTÁ REALIZANDO SOMENTE CERCA DE 120 (CENTO E VINTE) TRANSPLANTES POR MÊS, DEVIDO A FALTA DE PACIENTES.
AS CÓRNEAS NÃO UTILIZADAS ESTÃO SENDO JOGADAS FORA POR PASSAREM DO TEMPO DE UTILIZAÇÃO E VALIDADE !
REPASSANDO DE MÃO EM MÃO ESTE E-MAIL PODERÁ CAIR NA MÃO DE ALGUÉM QUE CONHEÇA UMA PESSOA QUE ESTÁ A ESPERA DE
CÓRNEAS. ELA PODE ENTRAR EM CONTATO COM O HOSPITAL OFTALMOLOGICO DE SOROCABA -SP E SE CURAR!
TELEFONE - (15) 3212-7009 (15) 3212-7009 (15) 3212-7009 (15) 3212-7009 (15) 3212-7009 (15) 3212-7009 (15) 3212-7009 (15) 3212-7009 -DE 2ª A 6ª FEIRA
ATENCIOSAMENTE,
DR. EDUARDO BEZERRA -MÉDICO
POR FAVOR, REPASSEM ESTE E-MAIL. VOCÊ PODE NÃO ESTAR PRECISANDO, MAS SEMPRE HÁ ALGUÉM NECESSITANDO.
.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Descaso com a saúde pública


O portal FI é segmentado para publicações essencialmente do futebol, sem deixar de dar um ‘chorinho’ para os outros esportes. Como tal, o blog tem finalidade de acompanhar a linha editorial, sem contudo radicalizar. Cabe, de vez em quando, quebrar a regra. Por isso, permita-me, caro internauta, convidar o atual prefeito de Campinas, Demétrio Vilagra, a uma visita demorada ao Hospital Municipal Dr. Mário Gatti, preferencialmente numa segunda-feira.

Demétrius, já que o senhor está se inteirando das coisas da cidade, com a cassação do então prefeito Hélio de Oliveira Santos, que tal acompanhar o martírio dos pacientes que recorrem ao pronto-socorro do hospital, como observei ao conduzir uma pessoa àquele consultório. Veja bem, prefeito. Nada de visitar obras de reforma no local, com um bando de cupincha atrás.

De certo o senhor goza de um respeitável plano de saúde privado e provavelmente jamais será paciente de um hospital municipal. Tudo bem. Nada disso impede a sua visita, até porque lá estarão os eleitores para contar o quão decadente ficou a saúde pública.

Chegue cedo, prefeito. Digamos por volta das 8h. E venha com o estômago bem ‘forrado’, abastecido por um reforçado café da manhã, até porque o senhor não saberá a hora de saída. Isso, claro, se o senhor se dispuser a acompanhar chegada e saída de um paciente escolhido aleatoriamente.

Não preciso dizer, senhor prefeito, o desconforto de quem procura atendimento em pronto-socorro. O sujeito tem dor até na unha do pé, e lá chegando se assusta ainda mais com um ‘mundaréu’ a espera do mesmo atendimento.

Pra não quebrar o regimento interno da ‘casa’, o paciente pega uma senha e aguarda indicação do painel luminoso para preenchimento da ficha. Aí, em caso de emergência, de atendimento inadiável, passa à frente dos outros. Se for aquela cólica renal que judia mas não mata, o paciente terá que agüentar as ‘pontas’ na marra.

Senhor prefeito, prepare-se para ver tudo isso e muito mais, a começar pelo número reduzido de médicos no atendimento. De repente a sirene de uma viatura do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) abre passagem para a chegada de um baleado e os médicos plantonistas abandonam seus postos e se deslocam à emergência.

Sim, seu prefeito, o tempo passa - dizia o saudoso narrador esportivo Fiori Gigliotti - e o paciente já está até com calo na bunda de tanto ficar sentado à espera de atendimento.

Calma, seu prefeito. Entendemos que a sua agenda está comprometida com essas quatro horas de espera sem que o paciente tenha sido atendido, mas vamos aguardar conforme o proposto.

Ufa, chegou a vez. E o paciente deixa o boxe do consultório com guias de pedidos de exames laboratoriais e quantos forem necessários para que se tenha pleno diagnóstico de seu estado clínico.

Ótimo. Só que aí vão comunicá-lo que a previsão para conclusão dos exames é de mais quatro horas.

Pelas contas, lá se vão mais de oito horas de martírio e, de certo, o estômago do prefeito estará ‘roncando’ - considerando-se apena o café da manhã como o lanche do dia.

Aí, o paciente inda terá que enfrentar outra fila, com cerca de 20 pessoas à sua frente, aguardando a vez da chamada para retorno ao médico.

Prefeito, desculpe tê-lo chamado para tão indigesto compromisso, mas era necessário. Quem sabe o senhor se sensibilize com o descaso ao paciente, por extensão o mesmo que contribui com impostos ao município.

Quem sabe, prefeito, apesar da escassez de recursos, o senhor feche as torneiras para gastos públicos não essenciais e os convirja à saúde.