Já aviso que o texto é longo, mas vale a pena perder alguns minutos.
No dia seis de outubro o eleitor de Campinas vai escolher prefeito e deveria renovar quase por completo o legislativo.
Os caras já estão em campanha antecipada e o trouxa do eleitor se ilude com um favorzinho aqui e acolá, como se não fosse obrigação do vereador interceder para evitar desajustes nos bairros.
Na minha adolescência, comecei a testemunhar catimbas e mentiras bem antes da deflagração do processo eleitoral.
Está bem vivo na memória o pleito municipal de 1968, quando o saudoso jornalista e político Romeu Santini, da antiga sigla Arena, tido como favorito naquela eleição a prefeito, discursava na Rua Abolição, esquina de Ângelo Simões, no bairro Ponte Preta, como favorito.
Todavia, manobras inerentes à política provocaram tremenda reviravolta de última hora, e programadas pelo catimbeiro adversário Orestes Quércia, do MDB, também falecido, à época vereador cobiçando o executivo.
Quércia infestou a cidade com milhares de panfletos apócrifos, acusando Santini de projeto para acabar com as feiras livres em Campinas, assim como proposta para asfaltar as então ruas pavimentadas por paralalepípedos do nobre bairro Nova Campinas.
Aquilo provocou tremendo alvoroço na cidade e Quércia virou o jogo, vencendo aquelas eleições.
Apesar da falcatrua, Campinas prosperou nas mãos dele.
Cumpriu promessa de campanha para construção do imponente prédio da prefeitura, na Avenida Anchieta. Provocou revolução no tratamento de água. Executou o plano diretor de esgoto. Instalou praças de esportes em bairros populosos e procedeu urbanização na então abandonada área do Parque Taquaral, identificada como Lagoa do Taquaral.
De lá pra cá, o que mais tenho visto são promessas em vão de candidato mentiroso, que quer esfregar na sua cara coisa que ele não fez.
Portanto, quando o vereador vier com papo furado que ajudou o seu bairro nisso ou naquilo, esfregue na cara dele a cumplicidade para aprovação do projeto que provoca reajuste nos subsídios para prefeito, secretários municipais, servidores públicos e proporcionalmente para ele, vereador.
A partir de 2025, o prefeito vai receber reajuste de 59,2%, enquanto os vereadores passarão a ter aumento proporcional. Eles também votaram em causa própria, com a criação de férias remuneradas.
Logo, para aumentar a arrecadação municipal, visando quitação desses compromissos, é evidente que haverá aumento de valores do já salgado IPTU.
Vai vendo!
Já que você não tinha essas informações, necessário que seja devidamente informado, para não ser manobrado.