sábado, 21 de janeiro de 2017

Falta gestão para o transporte coletivo de Campinas



Embora seja portador de automóvel, nunca escondi que sou usuário do transporte coletivo de Campinas, na deslocação ao centro da cidade.

Logo, também me indigno com serviços prestados, a começar pelos frequentes atrasos de ônibus.

Convenhamos que já passou do tempo de se propor projeto para que esses serviços se adequem à realidade.

Convenhamos, ainda, que não é razoável que a cada 50 metros haja um ponto de ônibus para embarque e desembarque, principalmente no período diurno.

A redução pela metade dos tais pontos, no mínimo resulta em tempo menor do itinerário.

Mais que isso: precisam repensar o conceito de linhas alimentares com uso de veículo de menor porte - provavelmente van -, com trajeto convergindo para mini terminais ou estações de transferência.

Cabe esclarecer que se o deslocamento ao destino traçado for rápido, o usuário do transporte não contestaria o desconfortável trajeto em pé, no veículo.

ZONA SUL

Pra se resumir a um dos incontáveis exemplos práticos de reformulação de itinerários, tiremos por base bairros da zona sul da cidade como Swift, Santa Odila, São Pedro, Tupi, São Vicente, São Gabriel e Esmeraldina para uma reformulada estação de transferência do hipermercado Extra-Abolição.

Ali, quase que instantaneamente, outro veículo teria a atribuição de conexão ao centro da cidade, com paradas reduzidas.

A rigor, o projeto poderia ser aprofundado com uso do ramal ferroviário naquelas imediações, assim como reativação de outras linhas férreas desativadas ou subutilizadas.

Também deveria ser revisto regramento para gratuidade de passageiros, de forma que a Prefeitura de Campinas não seja obrigada a arcar com pesados subsídios às empresas concessionárias que exploram os serviços de transporte coletivo na cidade.

IDOSOS

Idosos e outros beneficiários de isenção de tarifa deveriam usufruir do privilégio apenas fora do horário de pico.

Permissão para que usuários façam uso da porta dianteira para desembarque deveria ser revogada. Como desativaram a função de cobrador, a fiscalização tornou-se precária. Logo, o recomendável seria que todos, indistintamente, passassem pela roleta.

É dever das autoridades constituídas da Emdec remodelar o trânsito na área central da cidade, a fim de que sejam minimizados os frequentes congestionamentos.

Evidente que o assunto não se esgota nos tópicos citados. Claro que merece discussão calorosa. E que comecem a debruçar sobre o crônico problema da cidade. O munícipe consciente agradece.