domingo, 17 de janeiro de 2016

Novos intérpretes resgatam música raiz

 Virou moda intérpretes da música sertaneja recorrerem a sucessos do passado do sertanejo genuíno, de raiz. Foi assim com Daniel e o Reino Encantado, com as duplas preferidas dos universitários - César Menotti e Fabiano - e Victor e Léo, álbum regional de Chitãozinho e Xororó e recentemente César e Paulinho.
 Louve-se a intenção de resgatar e imortalizar esses grandes sucessos, principalmente para um público jovem que os desconhecia. Há, porém, um reparo a se fazer: por que composições interpretadas pelas memoráveis duplas Jacó e Jacozinho e Palmeira e Biá não estão inseridas neste contexto? Se tiverem, queiram me desculpar, são raríssimas. Jacó e Jacozinho gravaram ‘pérolas’ que poderiam ser mostradas novamente com outras vozes.

 Palmeira e Biá interpretavam fielmente o homem do campo, inclusive na fala. Décadas passadas, quem sentia o cheiro da relva e dos animais flexibilizava o radical do verbo apenas na terceira pessoa do singular. Na gramática deles tanto faz dizer ele vai como “nós vai”. Tudo com muita naturalidade. Naquele ‘time’ incluíam-se Palmeiras e Biá, donos de um estilo inconfundível pela batida no violão.