Virou moda intérpretes da música sertaneja
recorrerem a sucessos do passado do sertanejo genuíno, de raiz. Foi assim com
Daniel e o Reino Encantado, com as duplas preferidas dos universitários - César
Menotti e Fabiano - e Victor e Léo, álbum regional de Chitãozinho e Xororó e
recentemente César e Paulinho.
Louve-se a intenção de resgatar e imortalizar
esses grandes sucessos, principalmente para um público jovem que os
desconhecia. Há, porém, um reparo a se fazer: por que composições interpretadas
pelas memoráveis duplas Jacó e Jacozinho e Palmeira e Biá não estão inseridas
neste contexto? Se tiverem, queiram me desculpar, são raríssimas. Jacó e
Jacozinho gravaram ‘pérolas’ que poderiam ser mostradas novamente com outras
vozes.
Palmeira e Biá interpretavam fielmente o homem
do campo, inclusive na fala. Décadas passadas, quem sentia o cheiro da relva e
dos animais flexibilizava o radical do verbo apenas na terceira pessoa do
singular. Na gramática deles tanto faz dizer ele vai como “nós vai”. Tudo com
muita naturalidade. Naquele ‘time’ incluíam-se Palmeiras e Biá, donos de um
estilo inconfundível pela batida no violão.